terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Médicos retiram com

sucesso feto da barriga

de menino peruano

31 de janeiro de 2012  15h48  atualizado às 16h44Imagem mostra o menino com seu pai, antes da cirurgia para a retirada do feto. Foto: AP

Imagem mostra o menino com seu pai, antes da cirurgia para a retirada do feto
Foto: AP

Uma equipe de cirurgiões peruanos realizou com sucesso uma cirurgia para a retirada de um feto gemelar da barriga de uma criança de 3 anos de idade, que horas depois da operação, já se encontrava passeando pelos corredores do hospital Las Mercedes, da cidade de Chiclayo. O pequeno Isbac Pacunda, nascido em uma comunidade nativa da região florestal de Loreto e operado na segunda-feira, acordou com um bom semblante e na manhã desta terça-feira já caminhava tranquilamente pelo hospital.
O menino foi operado por uma equipe de médicos, dirigida pelo cirurgião pediatra Carlos Astocóndor, para extrair um feto de um irmão gêmeo que não chegou a se desenvolver e ficou enquistado no tecido de seu estômago, como uma espécie de tumor. Após a cirurgia, Astocóndor explicou que o corpo extraído tinha braços, pernas e coluna vertebral, mas sem órgãos internos, e se encontrava encapsulado na barriga da criança.
Ontem, os médicos chegaram a afirmar que o feto tinha 700g, mas após a cirurgia foi confirmado que o peso era de 1,2 kg e media aproximadamente 25 cm. "Graças ao encapsulamento do feto, este não comprometeu nenhum órgão vital da criança, que só tinha um laço com um rim. Aliás, por conta deste fato, a cirurgia acabou se prolongando um pouco mais", afirmou o médico, que especificou que a intervenção durou aproximadamente quatro horas.
Segundo o chefe de relações públicas do centro médico, a criança deverá permanecer pelo menos mais dez dias no hospital, tempo em que os médicos estarão acompanhando sua recuperação e os possíveis problemas que possam aparecer após a cirurgia. A presença do feto gemelar, que se apresenta em uma proporção de um para cada 500 mil nascidos vivos, foi confirmada há umas semanas pelos médicos do hospital de Chiclayo.
Isbac é o terceiro dos quatros filhos e está em Chiclayo com seu pai, Leónidas Pacunda, que necessitará de ajuda econômica para pagar sua estadia nessa cidade e os remédios da criança, que não estão custeados pelo seguro social. "O pós-operatório é muito delicado e necessita de constantes medicações para evitar as infecções", indicou o porta-voz, que assinalou que as empregados, os médicos e os moradores locais colaboraram para ajudar a pagar as despesas adicionais deste caso.
EFE
Menino peruano de três anos
leva irmão gêmeo na barriga

Redação SRZD | Internacional | 31/01/2012 10h45

Um caso desafia a ciência no Peru. Um menino de três anos leva na barriga o feto do irmão gêmeo e passou por uma cirurgia nesta segunda-feira para retirada do embrião.

Isbac Pacunda foi submetido a exames de tomografia e ecografia que detectaram o feto de 700 gramas e 25 centímetros de tamanho.

De acordo com o cirurgião pediatra, Carlos Astocondor, o caso ocorre no momento em que o óvulo fecundado está se formando e antes do início do desenvolvimento do embrião. Os médicos responsáveis afirmaram que a chance de um feto ir para o corpo do gêmeo ("Fetus in fetu") é uma a cada 500 mil nascimentos.

O feto não desenvolveu órgãos como pulmões, intestinos, coração ou cérebro, no entanto, tem ossos nos membros superiores e inferiores, ossículos nas mãos e pés, olhos, além de couro cabeludo no crânio.

A família do menino mora em Ajachin, uma comunidade de índios aguarunas localizada na área amazônica de Loreto. O pai Leonidas Pacunda viajou com o filho por 375 quilômetros até Chiclayo, capital da região de Lambayeque.

Antes de Isbac nascer, há três anos, os médicos disseram a Leonidas que se tratavam de gêmeos, mas, segundo o agricultor, "isso nunca ocorreu". A existência do feto foi percebida no corpo do menino no Hospital Las Mercedes, em Chiclayo. Antes de detectarem o que chamam de "gêmeo parasita no estômago", o garoto sentia dores fortes com frequência.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Big Bang - A Teoria do Big Bang




Conforme a teoria do Big Bang, a possível “explosão” deu origem ao universo
A busca pela compreensão sobre como foi desencadeado o processo que originou o universo atual, proporcionou – e ainda proporciona – vários debates, pesquisas e teorias que possam explicar tal fenômeno. É um tema que desperta grande curiosidade dos humanos desde os tempos mais remotos e gera grandes polêmicas, envolvendo conceitos religiosos, filosóficos e científicos.

Até o momento, a explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria da Grande Explosão, em inglês, Big Bang. Ela apoia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico Albert Einstein (1879-1955) e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), os quais demonstraram que o universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.

A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado estadunidense, George Gamow (1904-1968) e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître (1894-1966). Segundo eles, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo.

Até então, havia uma mistura de partículas subatômicas (qharks, elétrons, neutrinos e suas partículas) que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz. As primeiras partículas pesadas, prótons e nêutrons, associaram-se para formarem os núcleos de átomos leves, como hidrogênio, hélio e lítio, que estão entre os principais elementos químicos do universo.

Ao expandir-se, o universo também se resfriou, passando da cor violeta à amarela, depois laranja e vermelha. Cerca de 1 milhão de anos após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram e o Universo tornou-se transparente: com a união dos elétrons aos núcleos atômicos, a luz pode caminhar livremente. Cerca de 1 bilhão de anos depois do Big Bang, os elementos químicos começaram a se unir dando origem às galáxias.

Essa é a explicação sistemática da origem do universo, conforme a teoria do Big Bang. Aceita pela maioria dos cientistas, entretanto, muito contestada por alguns pesquisadores. Portanto, a origem do universo é um tema que gera muitas opiniões divergentes, sendo necessária uma análise crítica de cada vertente que possa explicar esse acontecimento.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


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