segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Resumo de 12-06-08 dos Principais Jornais do País

12/06/2008
Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Gazeta Mercantil
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais


- Aprovado clone da CPMF

Com dois votos a mais do que os 257 necessários, foi aprovada na Câmara a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), agora com siga CSS (Contribuição Social para a Saúde). Os governistas incluíram o imposto do cheque - a ser cobrado a partir do dia 1º de janeiro de 2009 com alíquota de 0,1% - na regulamentação da Emenda 29 da Constituição, que amplia o repasse de recursos para a saúde. O texto segue para o Senado, onde a CPMF original foi derrubada. (Págs. 1, País A6)

- O ministro Guido Mantega, então presidente do BNDES, deu início à venda da VarigLog, em processo que contrariou o Código Brasileiro de Aeronáutica ­ pivô da atual crise com o fundo Matlin Patterson, representado por Lap Chan. O ministro negou ter atribuição sobre o código. O advogado de Chan, Nery Júnior, foi orientador de mestrado do juiz do caso VarigLog, José Magano. (Págs. 1 e País A2 e A3)

- A pedido da Justiça dos EUA, três provedores americanos bloquearam o acesso a endereços e grupos de discussão acusados de distribuir material pornográfico com crianças. Esse tipo de cerco à pedofilia já foi feito há um ano e meio no Brasil. (Págs. 1, Vida, Saúde & Ciência A24)

- A inflação medida pelo IPCA atingiu 0,79% em maio, maior índice do mês desde 1996. O PIB, divulgado esta semana, também teve aquele ano como referência. São dados parecidos mas realidades distantes: o país exibe hoje indicadores mais sólidos, dizem especialistas. (Págs. 1 e Economia A17)

- O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, defendeu ontem maior aproximação com o Brasil focada "nas formas mais limpas de energia". Obama prometeu concentrar-se na América Latina e rever a política de imigração. (Págs. 1 e Internacional A21)

- A recomendação do Tribunal Superior Eleitoral, de que os tribunais regionais eleitorais permitam a inscrição de candidatos sem reputação ilibada, não dará um freio à Operação Urnas Limpas, do TRE do Rio. O desembargador Roberto Wider promete impugnar candidaturas que não atendam ao princípio de moralidade. Os insatisfeitos, diz, poderão recorrer ao TSE, mas sairão com a imagem manchada. (Págs. 1, Cidade A16 e Editorial A8)

- O secretário de Segurança José Mariano Beltrame determinou que o delegado da 10ª DP, Eduardo Baptista, investigue o que considera crime de extorsão praticado por um grupo de policiais contra moradores da Rua Martins Ferreira, em Botafogo. Como revelou o JB, milicianos do asfalto convocaram reunião com local, dia e hora marcados para forçar a adesão de síndicos indecisos. O sargento acusado de chefiar a milícia foi visto ontem rondando a área. (Págs. 1 e Cidade A10 e A11)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Por 2 votos, Câmara aprova nova CPMF

- Menos de seis meses após a extinção da CPMF, a Câmara aprovou o texto-base do projeto que recria o tributo com o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde), alíquota de 0,1% e cobrança a partir de 2009. A proposta dos aliados do governo Lula recebeu 259 votos favoráveis, apenas dois acima do mínimo necessário e 159 contrários; houve duas abstenções.

A criação da CSS ainda precisa passar pelo Senado, que vetou, em 2007, a extensão da CPMF e onde os aliados não têm margem de votos tão folgada como na Câmara. A oposição promete questionar o Supremo Tribunal Federal a instituição do tributo por lei complementar, sem mudar a Constituição. O governo espera obter R$11 bilhões anuais com a CSS. O projeto aprovado na Câmara também regulamenta a emenda constitucional 29, que fixa regras para os gastos em saúde da União, Estados e Municípios. (pág. 1 e A4)

- Dilma é acusada por ser favorita em 2010, diz Lula. (págs 1 e A11)

- O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira) relativo a 2007 mostra evolução no desempenho dos estudantes que atingiu as metas propostas. Numa escala de 0 a 10, o ensino fundamental teve 4,2 da 1a. a 4a. série, ante 3,8 em 2005. Da 5ª à 8ª , o índice pulou de 3,5 para 3,8; no ensino médio, de 3,4 para 3,5. Em relação às metas, o ensino médio evoluiu menos que o fundamental, mas ambos já atingiram a meta de 2009. O objetivo até 2022 é chegar às médias atuais dos países desenvolvidos - 6 na 4a. série, 5,5 na 8a e 5,2 no ensino médio. Para o ministro Fernando Haddad (Educação) o resultado do Ideb é "pior que regular". (págs 1 e Esp. C5)

- O ex-presidente da Anac Milton Zuanazzi negou em depoimento no Senado que o processo de venda da nova Varig para a Variglog tenha sido acelerado por pressão do Planalto. Ele disse que "houve pressa e não pressão", porque qualquer demora levaria a Varig a falir. Para Zuanazzi, a ex-diretora Denise Abreu "foi impetuosa" quando decidiu pedir à VarigLog dados sobre o capital da empresa, o que não lhe cabia". (págs. 1 e B6)

- A inflação oficial medida pelo IPCA, foi de 0,79% em maio, ante 0,55 em abril. A taxa, puxada pelos alimentos, é a maior em três anos e a mais alta para o mês de maio desde 1996. Em 12 meses, o índice atinge 5,58% ou 1,08 ponto percentual acima do centro da meta do ano (4,5%). Especialistas já cogitam taxa anual superior ao teto da meta (6,5%). O governo admite que a inflação em 12 meses supere 6% até o fim do ano. (págs 1 e B1)

- Dos 80 pontos que monitoram a qualidade do ar no estado de São Paulo, 14 estão em áreas cujo nível de poluição é "severo" - o mais alto, de acordo com a Cetesb. Entre as estações em situação crítica estão Ibirapuera e USP, na capital paulista. A Cetesb vai condicionar a concessão de licenças à adoção de programas anti-poluição. O ozônio é o maior responsável pela má qualidade do ar no Estado. (págs. 1 e C1)

- A governadora do RS, Yeda Crusius (PSDB) afirmou que a crise em sua base política não paralisou o governo e que não teme o pedido de impeachment já protocolado. Segundo ela a CPI do Detran, que apura desvio de R$44 milhões, usa a mídia para tentar atingi-la, e seu vice, Paulo Feijó (DEM), "quer implodir o governo". A Brigada Militar impediu um protesto de chegar à sede do governo gaúcho. (págs. 1 e A7)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Pressão de Teixeira na Anac foi 'imoral', diz ex-diretora

- Pressões da Casa Civil e a interferência "imoral e até ilegal" do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pavimentaram a compra da Varig pela Gol, segundo Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil. Ela afirmou ontem, em depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que foi pressionada a tomar decisões favoráveis à venda da empresa, como havia revelado com exclusividade ao Estado. Denise admitiu ter tido embates com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas negou pressão direta dela: "Sejamos objetivos: de maneira nenhuma a ministra nunca mandaria eu fazer nada", disse. A pressão da Casa Civil, segundo ela, consistiu no acompanhamento minucioso das decisões da agência sobre o caso. Também houve, alegou Denise, uma estranha simetria entre o desejo do Planalto de viabilizar o negócio e a mudança de pareceres, de contrários a favoráveis à negociação. Para o presidente Lula, o depoimento de Denise foi "pífio", por não ter sido acompanhado de provas. (Págs. 1, B1 e B3 a B7)

- Seis meses após o fim da CPMF, o governo conseguiu aprovar ontem na Câmara a recriação do tributo, agora batizado de Contribuição Social para a Saúde (CSS). A votação teve duas etapas. Na primeira, a proposta obteve 288 pontos. Na segunda, considerada a mais decisiva, a margem foi estreita. O projeto recebeu 259 votos, apenas 2 além do mínimo necessário. A votação apertada foi interpretada como um sinal de que o Planalto terá dificuldades na próxima etapa de discussão do projeto, no Senado. Pelo texto, será cobrado 0,10% sobre o valor de todas as operações financeiras, com arrecadação integralmente destinada a programas de saúde pública. O governo espera recolher R$ 10 bilhões por ano com a CSS. Acabou sendo eliminado pelos deputados o dispositivo que obrigava a União a aplicar na saúde 10% de todas as suas receitas brutas. A oposição promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a criação da CSS seja aprovada pelo Senado. (Págs. 1 e A4)

- Os alimentos acentuaram ainda mais a pressão sobre a inflação em maio e levaram o Índice de Preços ao Consumidor Amplo a subir 0,79%, muito além das expectativas do mercado. Na primeira prévia de junho, o IGP-M atingiu o maior nível em quase seis anos, com alta de 1,97%. (Págs. 1, B8 e B9)

- Coordenador da recuperação judicial da Varig, o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio, assume responsabilidade por eventuais erros na condução do processo, mas se isenta de culpa no caso da composição acionária dos compradores. "Na forma dos artigos 181 e 182 do Código Brasileiro de Aeronáutica", disse Ayoub, isso era da competência da Anac. O juiz admite, no entanto, que tinha conhecimento pelos jornais da suspeita da irregularidade. (Págs. 1 e B7)

- Acusações de Denise Abreu: "As ingerências praticadas e a forma como o escritório Teixeira Martins atuou dentro da Anac são, no mínimo, imorais e podem gerar ilegalidades".

"Uma reunião no Poder Central com secretária-executiva da Casa Civil, no quarto andar (do Planalto), não é pressão? Um servidor público não se sente pressionado?"

- A economia brasileira manteve firme crescimento no primeiro trimestre de 2008 graças ao setor privado, já que a maior parte do setor público teve dificuldades para executar projetos. (Págs. 1 e A3)

- A votação na UE - Gilles Lapouge: Há certa fragilidade nesse majestoso mecanismo que é a UE. (Págs. 1 e A20)

- O diretor do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc), delegado Everardo Tanganelli Júnior, está sendo investigado por suspeita de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Estadual, Tanganelli tem salário de R$ 8 mil e patrimônio de R$ 4,5 milhões. (Págs. 1 e C1)

- Paulinho deixa cargo no PDT. Acusado, deputado se afasta da presidência regional do partido. (Págs. 1 e A9)

O GLOBO

- Nova CPMF passa por 2 votos; inflação é a maior em 12 anos

- Em um só dia, dois golpes contra o bolso dos brasileiros; pelo lado da política, em votação apertada, por apenas dois votos além dos 257 necessários, a Câmara dos Deputados aprovou a recriação da CPMF, agora como nome novo, Contribuição Social para a Saúde (CSS). A alíquota de 0,1% vai incidir sobre movimentações financeiras a partir de janeiro do ano que vem, caso o Senado confirme a criação do novo imposto. Às vésperas da votação, o governo abriu os cofres para agradar aos deputados, aumentando a liberação de emendas. A Fiesp protestou contra o novo imposto: "É um atentado contra a sociedade", disse Paulo Skaf. No terreno da economia, o IBGE divulgou que o IPCA, Índice de inflação da meta do governo, pressionado por alimentos e serviços bancários, ficou em 0,79% em maio, o mais alto para o mês desde 1996. Com isso, em 12 meses, o custo de vida já subiu 5,58%. A meta é de 4,5%. Analistas prevêem aumentos maiores de juros para segurar a inflação. (págs. 1, 3 a 5 e 29)

- A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil Denise Abreu reafirmou na Comissão de Infra-Estrutura do Senado que houve pressão da Casa Civil para aprovar venda da VarigLog ao fundo de investimento americano, representado pelo escritório de advocacia de Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula. Segundo Denise, as ingerências do escritório de Teixeira foram "no mínimo imorais, mas podem ter sido ilegais". Apesar de ter levado uma mala com 30 quilos de papel, Denise não apresentou documentos para comprovar suas denúncias. Mas relatou uma reunião de nove horas na Casa Civil para explicar o processo de venda da VarigLog. Em entrevista ao GLOBO, o juiz Luiz Roberto Ayoub negou interferência política na venda da VarigLog e da Varig. (págs. 1, 25 a 27)

- A educação brasileira foi reprovada no Ideb, avaliação realizada pelo MEC. A melhor média nacional foi 4,2, de 1ª a 4ª série. No ensino médio, a nota não passou de 3,5. O país só espera alcançar a média 6 em 2021. (págs. 1, 10 e 11)

- O presidente do TER do Rio, Roberto Wider, reafirmou que barrará, nas eleições deste ano, candidatos que respondam a processos na Justiça, apesar da decisão do TSE liberando registro de quem tem ficha suja. (págs. 1, 9, Merval Pereira e editorial "A luta continua").

- A deputada Aparecida Gama (PMDB) foi escolhida ontem, por sorteio, para ser a relatora do processo de cassação do deputado Álvaro Lins na Alerj. Alegando ser do mesmo partido do acusado, Aparecida já pediu para abandonar a função. (págs. 1 e 24)

- A belga InBev, gigante de cerveja e dona da AmBev no Brasil, fez uma oferta hostil de US$ 46,3 bilhões para rival americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser. Com isso, ultrapassaria a SAB-Miller como a maior cervejaria em volume produzido. As ações da Anheuser-Busch subiram 7,54% no pregão eletrônico de Nova York. (págs. 1 e 30)

- Milicianos jogaram uma bomba na madrugada de ontem na 35ª DP (Campo Grande). Segundo a polícia, dois policiais civis participaram do ataque e dois suspeitos presos confessaram que fizeram a bomba a mando do deputado Natalino (DEM). (págs. 1, 14 e 15)

GAZETA MERCANTIL

- Alta de preço nas bolsas alimenta a inflação

Contratos futuros de commodities agrícolas como soja, milho, açúcar, trigo e cacau reforçaram, ontem, temores globais de inflação. Soja e milho bateram recorde na Bolsa de Chicago (CBOT) devido às chuvas que afetam o plantio nos EUA e à alta no preço do petróleo. Desde janeiro, os contratos desses produtos subiram 34,67% e 45,59%, respectivamente. Os títulos de soja para novembro superaram US$ 15 o bushel, fechando a US$ 15,19, segundo recorde do ano. O milho fechou a US$ 7,56 o bushel para entrega em julho, quarto recorde consecutivo e a terceira vez que o papel supera uma marca histórica. "As chuvas no meio-oeste americano estimularam os especuladores a intervir no mercado", diz Heber Cardoso, analista da FCStone.

O trigo também teve alta expressiva de 7,2% e o anúncio de que a Índia voltará a importar açúcar elevou o preço dessa commodity em 5,3%.

Segundo analistas, a "crise dos alimentos" deve durar ao menos mais cinco anos e, no caso brasileiro, é preciso estimular a produção reduzindo custos, com investimento em infra-estrutura. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, diz que o cenário atual pode ser mais uma oportunidade para o Brasil como celeiro mundial de grãos. (Págs. 1 e C8)

- Por 259 votos favoráveis, apenas dois mais que o necessário, a Câmara dos Deputados aprovou ontem a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que substitui a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O tributo terá alíquota de 0,1% e arrecadação destinada à Saúde.

O governo comemorou. "Esses recursos vêm em boa hora", afirmou o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), para quem o tributo fará os recursos à Saúde crescerem 30%. A oposição lamentou. O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), destacou que a votação era um "revanchismo" do governo pela derrubada da CPMF. Para o tucano, a aprovação da CSS representa "falta de sintonia do Parlamento com a população". Para a contribuição vigorar, o projeto terá de ser aprovado no Senado, onde o governo não tem maioria. (Págs. 1 e A9)

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi a primeira figura de primeiro escalão que interferiu e centralizou esforços do governo para a venda da VarigLog e da VEM (Varig Engenharia e Manutenção). (Págs. 1 e A11)

- O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sobre o qual se baseia a meta de inflação do País, fechou com alta de 0,79% em maio, a maior elevação registrada neste período do ano desde a criação do Plano Real, em 1994. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam a pressão persistente dos preços dos alimentos.

O arroz subiu 19,75% em maio, seguido do pão francês e das carnes, que subiram 4,74% e 3,45%, respectivamente. A pressão dos alimentos é preocupante e deveria ser menor nesta época do ano. "É bom lembrar que estamos tratando de um mês do primeiro semestre, período das safras no Brasil", disse Eulina Nunes, coordenadora de índices de preços do IBGE. (Págs. 1 e A8)

- O petróleo voltou a disparar ontem em Nova York, após dois pregões seguidos de trégua, quando havia fechado as sessões em queda. O contrato do WTI teve valorização de US$ 5 e subiu para US$ 136,38, se aproximando do recorde atingido na última sexta-feira, de US$ 138,54. A alta foi atribuída à queda nos estoques semanais de petróleo dos EUA, justamente num período em que há um maior consumo de gasolina no país em função das férias de verão, que motivam as viagens. Para a Agência Internacional de Energia (AIE), há uma crise no setor. (Págs. 1 e C2)

- O forte crescimento do financiamento imobiliário, a taxas acima da captação da poupança, deve fazer com que em breve os bancos securitizem suas carteiras de crédito, por meio da emissão de títulos com lastro em recebíveis imobiliários. Ao venderem suas carteiras, aumentarão os recursos para novos financiamentos.

De outubro de 1994 a março de 2008, foram concedidos R$ 58,4 bilhões em financiamentos, enquanto a captação líquida da poupança no período foi de R$ 26,7 bilhões, o que pode limitar a capacidade dos bancos para mais operações de empréstimos. A maioria das instituições ainda não securitiza suas carteiras de crédito e as mantém em estoque, ou seja, como ativo, para atender à exigibilidade de direcionar 65% dos recursos captados pela poupança para financiamento imobiliário. "A securitização das carteiras dos bancos deve trazer liquidez para o mercado de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)", afirma Fabio Nogueira, diretor da Brazilian Finance & Real Estate. (Págs. 1 e B1)

- A cervejaria belgo-brasileira InBev confirmou ontem que ofereceu US$ 46,3 bilhões pela norte-americana Anheuser-Busch, fabricante da marca Budweiser. Em comunicado, a InBev afirmou que o preço, de US$ 65 por ação, representa ágio de 35% em relação à cotação média das ações da Anheuser nos últimos trinta dias e é 18% maior que o recorde dos papéis da cervejaria, de US$ 54,97, alcançado em outubro de 2002. "A união criaria uma empresa global mais forte, mais competitiva e sustentável, o que beneficiaria todos os acionistas", disse Carlos Brito, presidente da InBev, no comunicado. (Págs. 1 e A13)

- Unipar e Petrobras anunciam hoje a criação da Petroquímica do Sudeste. Os ativos foram reunidos na Quattor Participações, que terá 60% do capital nas mãos da Unipar, 31,9% ficam com a Petrobras e 8,1% com a Petroquisa, braço petroquímico da estatal. Sob a Quattor Participações estarão Polietilenos União, Rio Polímeros, Petroquímica União e Quattor Petroquímica. (Pág. 1)

- A fabricante de celulose Veracel, associação entre a brasileira Aracruz e a sueco-finlandesa Stora Enso, dobrou os investimentos deste ano para R$ 382 milhões, disse à Gazeta Mercantil o diretor-financeiro, administrativo e de logística, Sidney Leandro. Boa parte do acréscimo aumentará a área plantada para abastecer a segunda linha de produção em fase de aprovação. (Págs. 1 e C7 )

- EVERARDO MACIEL - Na proposta de reforma tributária versão 2008, o governo propõe criar um imposto sobre operações com bens e prestações de serviços. (Págs. 1 e A3)

- IVES GANDRA DA SILVA MARTINS - Acordo que permite que fiscais norte-americanos participem dos trabalhos de fiscalização em empresas brasileiras é inconstitucional. (Págs. 1 e A13)

- THOMAS L. FRIEDMAN - Não seria exagero dizer que a indicação de Barack Obama contribuiu para melhorar a imagem dos Estados Unidos no exterior. (Págs. 1 e A16)

- AUGUSTO NUNES - Para quem quer desvendar o que realmente aconteceu na venda da Varig, o importante é seguir o compadre Roberto Teixeira. (Págs. 1 e A10)

- NELSON ROCCO - O Novo Mercado da Bovespa tem funcionado como grau de investimento para o País, uma espécie de selo de garantia ao acionista. (Págs. 1 e A2)

- Ouro Verde se Movimenta - A paranaense Ouro Verde, 9ª transportadora no ranking da revista Balanço Anual da Gazeta Mercantil, decidiu abrir três frentes simultâneas para ampliar seus negócios. (Págs. 1 e C3)

CORREIO BRAZILIENSE

- A inflação só aumenta...

-Os sinais são muito claros. É cada vez mais evidente que o país está próximo de um reencontro com a inflação. A divulgação de três índices econômicos aponta que o brasileiro terá de enfrentar um período de custo de vida alto e dinheiro curto. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou um aumento de 0,79% em maio - o maior patamar dos últimos 12 anos. Os alimentos tiveram uma contribuição importante para esse percentual, mas a alta de preço ocorreu em 70% dos produtos pesquisados. O resultado do INPC também preocupa. O índice, utilizado como referência para reajustes salariais, chegou a 0,96% no mês passado e constitui outro fator de pressão, na avaliação do Banco Central. Finalmente, o IGP-M subiu 1,97% nos 10 primeiros dias de junho, confirmando a tendência de que a volta da inflação é iminente. (Págs. 1, 20 a 22)

- Em sessão comandada pelos aliados do governo, Câmara aprova recriação do imposto do cheque, agora rebatizado de Contribuição Social para a Saúde (CSS). A votação foi apertada. A nova CPMF pegou carona no projeto de lei complementar que aumenta os gastos obrigatórios no sistema público de saúde e recebeu 259 votos favoráveis, apenas dois a mais que os 257 necessários. Ao final, petistas como José Genoíno (ao centro da foto), comemoraram. Agora, a matéria segue para o Senado, onde o Palácio do Planalto não dispõe de número suficiente de aliados para aprová-la. Por isso, o governo pretende deixar a batalha decisiva contra a oposição para depois das eleições municipais. (Págs. 1, 8 e 9)

- Brasília e Paraná ganham as melhores notas no ranking da 1ª à 4ª série do ensino fundamental. Estados nordestinos surpreendem e superam as metas para 2009. (Págs. 1 e 14)

- PESQUISA - EXPOSIÇÃO À LUZ AJUDA A MELHORAR ALZHEIMER. (Págs. 1 e 32)

- Fontes do governo confirmam versão de Denise Abreu e admitem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhou nos bastidores para fazer a Gol comprar a Varig. (Págs. 1, 2 a 6)

VALOR ECONÔMICO

- Nova lei contábil eleva a taxação de empresas

A nova lei contábil, que já está em vigor para os balanços deste ano, vai elevar a carga tributária sobre as empresas caso seja mantida interpretação da Receita Federal. As subvenções de investimentos e os incentivos fiscais, que até os balanços de 2007 eram benefícios registrados no patrimônio e não passavam pelo resultado das companhias, agora serão incluídos no lucro e ficarão sujeitos à cobrança de 34% de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Essa decisão de tributar incentivos fiscais está explícita em resposta da Superintendência da Receita Federal do Rio Grande do Sul a uma consulta feita por uma empresa gaúcha, publicada ontem no Diário Oficial da União. Ela derruba a crença na ausência de impacto tributário, que foi um dos pilares da reforma da legislação contábil brasileira para adaptá-la aos padrões internacionais.

A dúvida da companhia, em sua consulta à Receita, era sobre a inclusão dos valores incentivados no lucro que serve como base de cálculo dos impostos. A Receita respondeu que a operação não se trata de ajuste meramente contábil. "Com a mudança da legislação, não há mais nenhum dispositivo que garanta a exclusão das doações e dos incentivos da base de cálculo do IR", disse Vera Lúcia Ribeiro Conde, chefe da divisão de tributação da Receita Federal no Rio Grande do Sul. Ela informa que a fiscalização gaúcha vai exigir o pagamento do IR sobre os incentivos fiscais a partir de 1º de janeiro deste ano e essa interpretação será mantida até que haja uma manifestação da coordenação da Receita, em Brasília.

Esse entendimento do Fisco abre precedente para novas taxações com base na nova lei. Entre elas estão o leasing, os prêmios no lançamento de debêntures e a amortização de ágios, operações que podem resultar em aumento do lucro.

Especialistas em tributação acreditam que a interpretação da Receita não será aceita de forma pacífica pelas empresas, porque durante as discussões da nova lei sempre houve a garantia de que não haveria impacto fiscal. O vice-presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Alfred Plöger, disse que o compromisso com a neutralidade fiscal determinou o apoio da associação à reforma. "Eu estava lá [na presidência da Abrasca] na época dessa discussão e deixei isso muito claro." (Págs. 1 e D1)

- Por só dois votos além do mínimo exigido, a Câmara dos Deputados aprovou ontem a recriação da Contribuição Social para a Saúde, nova versão da CPMF, extinta pelo Congresso há seis meses. O texto, que regulamenta a Emenda Constitucional nº 29, precisava de 257 votos favoráveis e teve 259, com 159 votos contrários e duas abstenções. A CSS terá alíquota de 0,1% e vigência a partir de janeiro de 2009.

Como o texto começou a tramitar no Senado e foi completamente modificado pelos deputados, os senadores terão de dar a última palavra sobre a proposta. Serão necessários 41 votos para sua aprovação.

A CSS foi encomendada pelo governo federal aos líderes do governo na Câmara e incluída no projeto de regulamentação da Emenda nº 29, que obriga União, Estados e municípios a repassarem mais recursos para a Saúde.

O deputado Pepe Vargas (PT-RS) foi o autor do relatório final que prevaleceu na votação de ontem na Câmara. O texto descaracterizou a proposta original, do senador Tião Viana (PT-AC), aprovada de forma unânime no Senado há pouco mais de um mês. Os senadores fixaram em 10% da receita corrente bruta o total de recursos a serem investidos pela União na Saúde. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então, avisou aos deputados que vetaria o projeto caso não fosse aprovada uma fonte de recursos. Foi a deixa para a volta da CPMF. (Págs. 1 e A5)

- Um exame atento do potencial petrolífero do pré-sal já apontou um problema: reservas gigantescas se estendem por diferentes blocos já concedidos para diferentes empresas privadas e, em alguns casos, para áreas que são da União, que não foram licitadas.

As empresas que receberam a concessão desses campos terão de chegar a um acordo sobre o projeto de desenvolvimento da produção de petróleo e gás no local, assim como os investimentos, para impedir que uma companhia "drene" a reserva de outro bloco - a "unitização", no jargão do mercado.

A empresa High Resolution Technology & Petroleum (HRT), especializada em pesquisa de sistemas petrolíferos, fez um mapa que permitiu o cálculo das reservas e a localização de estruturas do pré-sal nas bacias do Espírito Santo, Campos e Santos. O mapa indica que próximo à área de Tupi há outro reservatório gigante que faz parte de um sistema petrolífero único, apelidado de "Pão de Açúcar". Foram encontrados os reservatórios ainda não declarados comerciais de Caramba, Bem-Te-Vi, Carioca e Guará, todos operados pela Petrobras. Um bloco vizinho, o BM-S-22, é operado pela Exxon (40%), tendo como sócias Hess (40%) e Petrobras (20%). O bloco estaria quase todo no Pão de Açúcar, segundo a HRT. (Págs. 1 e A16)

- Maria Inês Nassif: erra quem aposta no declínio da bancada ruralista. (Págs. 1 e A5)

- Eliana Cardoso: a medida mais extraordinária adotada pelo Chile foi a política fiscal anticíclica. (Págs. 1 e A2)

- Argentina e Índia articulam uma resistência aos esforços do Brasil para facilitar um acordo na Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC). O sócio no Mercosul está incomodado com a disposição dos empresários e do governo brasileiro em fazer maiores concessões, e buscou apoio dos indianos. Em conversar reservadas, os argentinos se queixam que o Brasil está se "afastando" da posição de defesa dos países em desenvolvimento, que até recentemente rejeitavam maiores avanços na derrubada de tarifas de produtos industriais.

Ontem, em Buenos Aires, o negociador argentino, Alfredo Chiaradia, e o secretário de Comércio da Índia, Gopal Pillai, divulgaram nota conjunta com fortes críticas aos textos preliminares da OMC, classificados pelo ministro brasileiro, Celso Amorim, como "uma boa base" para as negociações. (Págs. 1 e A2)

- A Quattor, nome definitivo da provisória Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), conclui até o fim do ano investimento de R$ 2 bilhões para ampliar sua produção de matérias-primas para fabricação de plásticos nas unidades de São Paulo e do Rio. "Estamos no momento mais crítico: o máximo investimento sem nenhum adicional de geração de caixa nos últimos 12 anos", diz Vítor Mallmann, presidente da empresa. Resultado da combinação dos ativos de Unipar e Petrobras, a Quattor surge com o desafio de ser a ponta-de-lança do setor privado no Complexo Petroquímico do Rio, o maior projeto industrial em gestação no Brasil, avaliado em quase US$ 10 bilhões. (Págs. 1 e B1)

- A InBev apresentou ontem uma oferta hostil de US$ 46,3 bilhões para comprar a Anheuser-Busch. A transação pode colocar a emblemática cervejaria americana, de 150 anos, nas mãos do gigantesco grupo belgo-brasileiro. A proposta, de US$ 65 por ação, inclui ágio de 24% sobre o preço de mercado da cervejaria em 22 de maio, dia anterior ao surgimento da notícia de que a InBev tinha interesse na aquisição. As ações da Anheuser sobem há meses, em razão de especulações sobre a transação. O preço oferecido representa ágio de 40% em relação ao valor das ações antes do início dos rumores. A Anheuser informou que seu conselho defenderá o "melhor interesse dos acionistas" e que tomará uma decisão "no devido tempo". (Págs. 1 e D3)

- As editoras de livros didáticos correm contra o tempo para apresentar edições com as alterações previstas no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. As novas regras se tornarão obrigatórias em 2010, mas as empresas têm de apresentar até o dia 4 de julho os livros já adaptados ao Ministério da Educação, para participar dos programas governamentais, que registraram compras de R$ 882 milhões em 2007. As próprias mudanças criam dúvidas e, por isso, o governo aceitou que o uso incorreto de novas regras não seja um item eliminatório na licitação. O acordo modifica apenas 0,4% do vocabulário brasileiro. (Págs. 1 e B6)

- França e Itália formam frente protecionista para pressionar Doha. (Págs. 1 e A13)

- A inflação oficial, medida pelo IPCA, apresentou alta de 0,79% em maio, a mais elevada para o mês desde 1996, puxada pelos preços dos alimentos. No acumulado do ano, o indicador já registra aumento de 2,88% e 5,58% em 12 meses. (Págs. 1 e A3)

- Nos últimos três anos, a participação das exportações na produção industrial brasileira ficou praticamente estagnada em 21,5%, interrompendo um processo iniciado em 1996, quando esse percentual era de 10,6%. (Págs. 1 e A3)

- Em algumas semanas, o Ministério da Justiça deverá publicar uma série de normas para o setor de telemarketing. O texto inicial prevê 27 procedimentos, como o tempo máximo de espera de um minuto. (Págs. 1 e B4)

- A Cemig inicia em breve a automação de seu parque gerador. Em quatro anos, 30 das 57 hidrelétricas serão controladas remotamente a partir da sede, em Belo Horizonte. (Págs. 1 e B12)

- Aumento das projeções para a produção de grãos e alta nos preços das commodities levam o Ministério da Agricultura a revisar a estimativa para a renda agrícola (da porteira para dentro) das 20 principais lavouras do país, que deve chegar a R$ 153,4 bilhões. (Págs. 1 e B16)

- O crédito consignado - que nos últimos anos liderou a expansão dos financiamentos, ao lado dos veículos - começa a crescer a taxas mais conservadoras. Em 12 meses, avançou 29% abaixo dos 34% do crédito total para pessoas físicas. (Págs. 1 e C1)

ESTADO DE MINAS

- Duro de engolir

- A oposição esperneou e quase conseguiu evitar. Por apenas dois votos a mais que os 257 necessários, governistas aprovaram na câmara a criação da CSS, a nova CPMF, que abocanhará 0,1% sempre que você movimentar a conta bancária. Falta, agora, a votação no Senado. Pela proposta, a cobrança começará em janeiro. Quem ganha até R$ 3.038 ficará isento. (págs. 1, 4 e 5)

- Duro de engolir 2 - Preço de alimentos sobe 1,95% em maio, na maior alta desde o início do Plano Real, lançado em julho de 1994. Somente nos cinco primeiros meses deste ano, o custo da comida aumentou 6,4%, contra 2,81% registrados em 2007 inteiro. E representa mais da metade da inflação do mês passado, que chegou a 0,79%, a mais elevada da série desde abril de 2005. (págs. 1 e 13)

- Denise confirma pressão, mas nega ordem de Dilma (págs. 1e 5)

- Pesquisa com 880 jovens de escolas públicas de BH mostra que 60,3% vivem ameaçados pelo tráfico e 57,8% já usaram drogas. É o caso de A., de 16 anos, consumidor de cocaína desde os 9, preso por roubo, na delegacia do menor. Mas há esperança: 80,8% vêem na escola o caminho para alcançar seus sonhos; e para 72,6% a família é um porto seguro. (págs. 1, 10, 21, 24 e 25)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

- Sai a nova CPMF (pág. 1 )

- Inflação alta (pág. 1)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Resumo de 11/06/2008 dos Principais Jornais do País

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Gazeta Mercantil
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Milícia faz chantagem em Botafogo

- Na Rua Martins Ferreira, em Botafogo, Zona Sul do Rio, a parte com seguranças particulares é tranqüila. A outra, onde ninguém quis pagar, registrou incidentes violentos, como assaltos a mão armada, apesar de estar perto do 2º BPM. Na mesma época, síndicos dos prédios dessa área receberam oferta da milícia, cujo chefe seria um sargento PM, convocando-os para uma reunião, com data, horário e local pré-determinados, para debater "a segurança". O grupo diz atuar há 10 anos e ameaça: "Agora vamos ser mais objetivos nesta futura decisão".(págs. 1, Cidade e A10)

- O Fundo Matlin Patterson, dos EUA, que participa da administração da VarigLog, pode ser punido também pela legislação americana, referente a empresas locais que burlam lei em outros países. A ex-diretora da Anac, Denise Abreu, que acusa a ministra Dilma Rousseff de ter feito pressão pela negociação da empresa, depõe hoje na Câmara. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu Dilma. (págs.1, A2 e A3)

- Um protesto de servidores civis do Ministério da Defesa, que bloquearam a Avenida Rio Branco em passeata, deixou o trânsito no Centro do Rio engarrafado por toda a manhã. Os reflexos se estenderam até o Viaduto dos Marinheiros. (pág. 1)

- A economia brasileira cresceu 5,8% no primeiro trimestre, um ligeiro declínio em relação ao mesmo período do ano passado (6,2%). A declaração foi considerada até "desejável" pelo governo, pois reduz o risco de inflação. (págs. 1, Economia e A18)

- A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Rio aprovou ontem o pedido de cassação do ex-chefe da Polícia Civil e deputado Álvaro Lins. Na tribuna, Lins defendeu-se: "Não só sou inocente como vítima de adversários políticos. (págs. 1, Cidade e A11)

- Relatório do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas indica que a quantidade de alimentos distribuída em operações humanitárias no ano passado atingiu o nível mais baixo dos últimos 50 anos. Motivo: a alta generalizada dos preços dos grãos.(págs. 1, Internacional e A23)

FOLHA DE SÃO PAULO

- PIB cresce 5,8%, mas indica desaceleração

- A economia brasileira cresceu 5,8% no primeiro trimestre de 2008 ante o mesmo período de 2007. É a maior expansão desde 1996, segundo o IBGE; o acumulado em 12 meses (5,8%) também é recorde. Indústria (com alta de 6,9%), investimentos (15,2%) e o consumo das famílias (6,6%) foram os carros-chefes do crescimento. O ritmo de alta do Produto Interno Bruto, porém, já dá sinais de desaceleração.

Na comparação de janeiro a março deste ano com trimestre anterior, o aumento do PIB foi de 0,7%, o que projeta taxa anual de 3%. No trimestre, as exportações caíram 2,1%, afetadas em parte pela greve na Receita, enquanto as importações subiram 18,9%. Houve também forte expansão do gasto público (5,8%). Para o ministro Guido Mantega (Fazenda), a desaceleração é "ligeira" e positiva. (págs.1 e Dinheiro)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu reajustar o Bolsa Família em 10%. Segundo o governo, o reajuste dos benefícios se deve à alta da inflação, principalmente dos alimentos. Ele deve valer a partir de julho, antes da eleição municipal. Lula temia contestação judicial ao aumento em ano eleitoral, mas, segundo parecer do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, não há impedimento legal. O programa só fora reajustado em agosto de 2007 (18,25%). O aumento agora será superior à inflação desde então. A área econômica defendia alta de 6%. (págs.1 e A7)

- O governo pode recorrer a manobra regimental para superar o impasse que atrasa a aprovação da fusão entre Brasil Telecom e a Oi. Os quatro conselheiros da Anatel, agência do setor, estão divididos em relação à operação. A idéia do governo é indicar um conselheiro substituto, que não precisa passar pelo Senado, para o desempate do caso. (págs.1 e B8)

- A VarigLog gastou R$ 13 milhões sem comprovação de 2006 a 2008, diz laudo; 60% foram para escritórios de advogados como Roberto Teixeira, defensor de sócios da empresa e amigo de Lula. O presidente considerou "abomináveis" as acusações a Dilma Rousseff. (págs.1 e B9)

- O governo vai estender em 2009 o acesso a mamografia às mulheres a partir de 40 anos. Até agora, só as maiores de 50 têm direito ao exame. Segundo o Ministério da Saúde, não há recursos nem estrutura para a demanda adicional. A pasta só indica exame antes dos 50 quando há risco alto de câncer. (págs.1 e C1)

- Auditoria da Controladoria Geral da União detectou 27 irregularidades e impropriedades em 2005 e 67 em 2006 na Unifesp. Apenas em 2005, teria faltado a prestação de contas de mais de R$ 178 milhões. O reitor decidiu só falar após o TCU julgar as contas. (págs.1 e A4)

- Vinicius Torres Freire: Previsível, positivo e no pico são os pés do PIB no primeiro trimestre. O melhor já passou, até que ocorra uma retomada do ciclo de aceleração, o que depende de inovações institucionais e/ou de política econômica, ou de uma nova rodada de bênçãos divinas. (págs.1 e B4)

- Editoriais - Leia "Em desaceleração", sobre números do PIB; e "A política da Aids", acerca das estratégias de prevenção. (págs.1 e A2)

- Explosão de avião deixa pelo menos 28 mortos no Sudão. (págs. 1 e A13)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- PIB mostra alta nos gastos de governo e freada no consumo

- Dados divulgados ontem pelo IBGE mostram que a economia brasileira cresceu 5,8% no primeiro trimestre de 2008, em comparação com o mesmo período de 2007. A análise cuidadosa dos números do PIB revela mudanças importantes. Em relação ao último trimestre do ano passado, o consumo das famílias estabilizou-se, com alta de apenas 0,3%. Já os chamados gastos do governo deram um salto de 4,5%. As despesas públicas cresceram mais em Estados e prefeitura, por causa das eleições municipais - que provocam a aceleração de obras.

Além disso, as eleições levam os governos gastar mais no primeiro semestre, pois a partir de 5 de julho ficam proibidas transferências de verbas e algumas formas de contratação. Mesmo assim, a elevação de despesas públicas preocupa economistas. "O dado de consumo do governo veio acima do esperado", diz Sérgio Vale da MBA Associados. "Seria a hora de sugerir um superávit primário bem elevado, mas provavelmente isso não vai acontecer". (págs. 1, B1 e B8)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Brasil parece ter encontrado a fórmula do desenvolvimento sustentável e tem condições de puxar o desenvolvimento da América Latina. No Ministério da Fazenda, há preocupação com o comportamento das exportações, mas otimismo com o desempenho do PIB no segundo e no terceiro trimestres. (págs.1 e B4)

- O advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula e advogado da VarigLog, foi chamado a depor no dia 18, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, sobre a operação que resultou na compra da Varig por sua antiga subsidiária. Também serão ouvidos pelos senadores os três sócios brasileiros da VarigLog apontados como laranjas do fundo de investimentos americanos Matlin Patterson. (págs.1 e B13)

- Resultados parciais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) revelam que o Brasil alcançou no ano passado a meta de qualidade determinada pelo governo para 2009. O índice leva em conta taxas de aprovação, abandono escolar e desempenho, em duas avaliações nacionais. A média foi 4,2, numa escala de 0 a 10 - a nota anterior, de 2005, era 3,8. "É um ótimo resultado, mas as metas dos anos iniciais foram colocadas em níveis muito baixos", diz o educador Francisco Soares, da UFMG. (págs.1 e A19)

- Em protesto contra o "modelo agrícola" do País, a organização Via Campesina e o MST fizeram ontem bloqueios de estradas, industriais, canteiros de obras e fazendas, em 13 Estados. "Queremos produzir alimentos", diz nota distribuída pelos organizadores. (págs.1 e A4)

- Com apoio de uma mala de documentos, Denise Abreu depõe hoje na Comissão de Infra-Estrutura. Governistas tentarão desqualificar as denúncias da ex-diretora da Anac. (págs.1 e B10)

- Notas e Informações - Somente o Banco Central se mostra seriamente empenhado em conter a onda de aumentos. O governo dá como consumado seu engajamento, mas sem fazer o menor esforço para isso. (págs.1 e A3)

- Milton Lourenço: Caminhamos para o dia do chamado apagão logístico. (págs. 1 e B2)

O GLOBO

- TSE permite candidatos com ficha suja em 2008

- Por quatro votos a três, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem que políticos que respondem a processos criminais estão livres para disputar eleições, como já acontece hoje. Para o tribunal, vale a regra de que o político só perde o direito de se candidatar se for condenado em instância final da Justiça, à qual não cabem mais recursos. A decisão foi tomada no julgamento de um processo administrativo em que o TRE da Paraíba pedia que candidatos com a ficha suja fossem impedidos de registrar candidaturas. O presidente do TRE do Rio, Roberto Wider, disse acreditar que a decisão do TSE ainda poderá ser mudada. (págs.1e 4)

- Convencido a fazer endoscopia, Lula disse que seria "demais", porém, se submeter a exame do cólon (colonoscopia). Depois mudou o tom e defendeu que todo homem faça exame do reto contra câncer de próstata: "Nada substitui o toque". (págs.1 e 9)

- Punhos fechados: oficiais e assistentes de chancelaria protestam por aumento na Esplanada dos Ministérios, na primeira greve da história do Itamaraty - ainda ao som de "Apesar de você", hit da luta contra a ditadura.(págs. 1 e 10)

- A violência marcou ontem, os protestos comandados pelo MST em 13 estados. Hidrelétricas e prédios de empresas públicas e privadas foram invadidos e depredados. Em São Paulo, a polícia teve de intervir para evitar vandalismo contra a sede da Votorantin. Em Minas, o movimento fechou uma estrada de ferro usada para o escoamento de minério da Vale. Na Bahia, os sem-terra quebraram a porta e chegaram a ocupar a ante-sala do centro de comando da usina hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Também houve ações violentas no Rio Grande do Sul, em Pernambuco e Ceará, entre outros estados. (págs.1 e 3)

- A economia brasileira cresceu 5.8% de janeiro a março deste ano, dentro das projeções mais otimistas do mercado. O consumo das famílias e os gastos do governo - puxados pela eleição - foram o motor dessa expansão. Com isso, alguns analistas já acreditam que o BC poderá subir os juros além do previsto. (págs. 1, 25 a 27, Negócios & cia e editorial "Animador")

- Após fechar acordo secreto com sócios brasileiros na VarigLog, o chinês Lap Chan transferiu esse contrato de gaveta ao milionário argentino Santiago Born. A manobra ocorreu um ano e meio depois da compra da Varig. (págs.1, 28, 29 e Elio Gaspari)

-A Alerj aprovou ontem a criação de uma CPI para investigar a atuação de milícias no Rio. A polícia apura se milicianos de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, mataram domingo um biscateiro que não pagou o empréstimo contraído numa financeira na favela que seria de dois PMs. (págs.1 e 17)

- Cabral veta o desligamento de pardais à noite. (págs.1 e 18)

- Treze brasileiros foram presos na França sob acusação de integrar uma quadrilha que falsificava documentos. Segundo a polícia francesa, a quadrilha facilitava a entrada de brasileiros ilegais no país e depois explorava os compatriotas. (págs.1 e 11)

- Quatro quilos de cocaína foram encontrados durante operação da Receita Federal e dos Correios, no Aeroporto Tom Jobim. A droga, que estava dentro de livros infantis, cartões musicais e cartelas para tatuagem, seria enviada para a Europa. (págs.1 e 23)

GAZETA MERCANTIL

- Fundo francês Axxon compra gaúcha Guerra

- O fundo de private equityAxxon Group comprou o controle da Guerra S.A., de Caxias do Sul(RS), 2º maior fabricante de implementos rodoviários do País, que teve receita operacional bruta de R$450 milhões em 2007. O banco alemão Deutsche Investitions und Entwicklugsgesellschaft MBH (DEG) terá participação minoritária. O Axxon atua no Brasil desde 2001, onde administra fundo de US$ 150 milhões com o Natixis, um dos três maiores grupos financeiros da França. Nenhuma das partes quis falar, mas a Gazeta Mercantil apurou que o negócio é próximo a RS$ 300 milhões. Com previsão de produzir 150 mil caminhões em 2008, semelhante à fabricação de reboques e carrocerias sobre chassis, o Brasil é o sexto do mundo no setor e tem potencial para crescer e atrair mais investidores.Em 2009 a Guerra abrirá capital. O diretor comercial, Marcos Guerra, fica na transição. Depois se dedica à Ursus, fabricante de tratores e caminhões de bombeiro. (págs1 e C)

- O projeto de renovação do chanceler Celso Amorim para o Itamaraty se amplia para as representações do Brasil na UE. Ricardo Neiva Tavares será embaixador em Bruxelas e Roberto de Azevêdo vai para a OMC. (págs. 1 e A13)

- Caso VarigLog - Fundo Matlin Patterson pode ter contrariado lei dos Estados Unidos. (págs. 1, A8 e A9)

- Ações - Bovespa tem terceiro pregão de baixa. (págs. 1 e B)

- O Produto Interno Bruto (PIB) registrou um aumento de 5,8% no primeiro trimestre de 2008 em relação a igual período no ano passado. O PIB refletiu a força da indústria e dos investimentos realizados para sustentar o consumo das famílias brasileiras, que cresceu pelo 18º trimestre consecutivo. O resultado divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acendeu um sinal de alerta:caso o nível de poupança tanto do governo quanto da iniciativa privada não suba,o País voltará a amargar déficits em conta corrente de até 4% do Produto Interno Bruto para continuar financiando o aumento da taxa de investimento. A inflação em alta também tende a inibir o consumo das famílias nos próximos meses.(págs. 1 e A5)

- O Novo Mercado, contrato de adesão voluntária para empresas que se comprometem a adotar boas práticas de governança corporativa, criado pela Bovespa, trouxe um expressivo crescimento para o mercado de capitais brasileiro. Desde sua criação no final de 2001,o valor de mercado das companhias, que era de R$430,3 bilhões referentes a 428 empresas, saltou para R$ 2,5 trilhões neste mês, referentes a 397 companhias. O volume médio diário de negócios da Bolsa de R$611 milhões no final de 2001 subiu para os atuais R$ 6,2 bilhões. Com a estréia da OGX Petróleo e Gás no pregão nesta sexta-feira, chega a 100 o número de empresas do Novo Mercado. (págs. 1 e B1)

- As usinas sucroalcooleiras, produtoras de eletricidade a partir do bagaço da cana, estão na mira do mercado livre, no qual o consumidor compra energia direto da comercializadora, sem passar pela distribuidora. As comercializadoras Ecom Energia e a Comerc são as primeiras a ingressar no mercado de biomassa e já têm contrato com os usineiros para fornecimento da energia vinda da cana, que somam quase 400 megawatts médios. Paulo Toledo, da Ecom, diz que as usinas descobriram um produto para incrementar o faturamento. O bom momento do setor é visível na preferência dos brasileiros pelo álcool, insumo que superou a gasolina em consumo. (págs. 1 e C9)

- O setor de defensivos agrícolas foi fortemente afetado pela greve dos auditores fiscais. As empresas estimam prejuízo de R$ 2,5 milhões no período. (págs. 1 e investnews.com.Br)

- Após sete anos de crescimento, o volume das exportações de carne deve cair 20% em 2008, mas em valor deve crescer 10%, prevê a associação dos exportadores, Abiec. (págs. 1 e C10)

- A Vale vai captar até US$ 15bilhões por meio de uma oferta pública de ações e citou entre os motivos para a operação a realização de aquisições. O mercado reagiu mal à notícia e as ações ON caíram 2,17%. (págs. 1, C5 e B1)

- O mais completo levantamento do potencial de consumo nos 300 maiores municípios brasileiros está na edição 2008 da revista Atlas do Mercado Brasileiro, da Gazeta Mercantil, que circula com a edição de hoje. Resultado de pesquisa da consultoria Florenzano Marketing, a edição 2008 da publicação traz os 27municípios mais dinâmicos do País, sendo um por estado, e também um quadro do consumo em 46 diferentes categorias de produtos e serviços. A revista apresenta ainda um amplo estudo sobre os investimentos realizados nos diversos segmentos da economia.

O crescimento das cidades está baseado na capacidade dos prefeitos em atrair investimentos e aproveitar o bom momento da economia. O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) tem sido um grande aliado das mais dinâmicas. Para o ministro das Cidades, Márcio Fortes, presente ontem na entrega dos prêmios dados pela revista, em São Paulo, há uma nova geração de prefeitos em atividade, bem preparados e com espírito público, fatores que puxam o crescimento das cidades.

O estudo mostra que, apesar da força do consumo dos municípios das regiões Sudeste e Sul, um novo grupo de prefeitos conseguiu posicionar suas cidades na rota do crescimento e adotar políticas que osa lçaram entre os mais dinâmicos do País. Segundo Marcello D'Angelo, diretor de conteúdo da Gazeta Mercantil, as boas novidades reveladas pela pesquisa vêm das novas fronteiras do desenvolvimento econômico e social do País, onde a renda per capita cresce até 30% ao ano.

O prefeito Helder Barbalho, de 29 anos, de Ananindeua (PA), primeira cidade do ranking, apostou na industrialização e nos recursos do PAC para estimular o crescimento da cidade. Os investimentos em infra-estrutura devem aquecer a economia da cidade por meio da compra de insumos para suprir os projetos de água e esgoto sanitário. (págs. 1 e A6)

CORREIO BRAZILIENSE

- O espetáculo da gastança

- O crescimento espetacular prometido em 2003 pelo presidente Lula finalmente deu as caras. No primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira se expandiu 5,8%, maior índice dos últimos 12 anos, segundo o IBGE. A performance foi turbinada por gastos bilionários do governo e, por conta disso, especialistas vêem crescer o risco da volta da inflação. (págs. 1 e 13 a 15)

- A Ex-diretora da Anac Denise Abreu obteve autorização especial para vir a Brasília trazendo como bagagem de mão uma mala cheia de documentos que, segundo afirma, comprovam as denúncias de tráfico de influência contra a ministra Dilma Rouseff. No Senado, onde depõe hoje, ela encontrará um campo minado preparado pelo Palácio do Planalto. (págs. 1, e 2 a 6)

- Cheques revelam trilha da propina da máfia dos caixões. (págs. 1 e 10)

- Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) vai pedir ao presidente Lula a revogação do artigo 235 do Código Penal Militar, que considera crime a prática homossexual nas Forças Armadas. (págs. 1 e 12)

- Cientistas norte-americanos descobriram em ratos uma maneira de evitar a compulsão pela bebida. Eles injetaram uma proteína no cérebro dos roedores que diminui radicalmente a vontade de consumir álcool. (págs. 1 e 24)

- Ministério da Fazenda amplia limite de endividamento do governo local, que busca empréstimos para moradia e transporte. (págs. 1 e 30)

- Liminar proíbe BB de convocar aprovados - Juíza determina que banco só contrate candidatos selecionados em maio após Justiça decidir sobre exame de 2006. (págs. 1 e 19)

- Avião explode no Sudão:100 mortos - Airbus com 214 pessoas havia acabado de pousar quando incêndio na turbina atingiu tanques de combustível. (págs. 1 e 23)

VALOR ECONÔMICO

- Oferta da Vale abre espaço para captação de US$ 80 bi

- A Vale do Rio Doce está de volta às compras, com o anúncio de uma oferta de ações avaliada em RS$ 24,6 bilhões (US$ 15 bilhões), a maior já feita no país. O aumento de capital, a primeira emissão de ações novas da mineradora desde a privatização, em 1997, é apenas o passo inicial, na avaliação dos analistas que acompanham a empresa, para uma operação bem maior: uma captação entre US$ 50 bilhões e US$ 80 bilhões, em dívida, que deixaria a mineradora pronta para comprar um concorrente internacional de peso.

Seria a segunda grande aquisição da maior produtora de minério de ferro do mundo depois da compra da canadense Inco, em 2006, por US$ 18 bilhões.A Vale ainda tentou levar a anglo-suiça Xtrata, num negócio avaliado em US$ 80 bilhões. Os possíveis alvos, desta vez, seriam Freeport-MacMoRan, Alcoa e Anglo American. Com valor de mercado de US$ 45 bilhões, a Freeport - que em 2006 comprou a Phelps Dodge, criando a sétima maior produtora mundial de cobre - pode ser muito atraente para a Vale, que quer expandir sua presença nesse mercado. A Alcoa é a segunda maior empresa de alumínio do mundo depois da RioTintoAlcan e tem valor de mercado de US$ 34 bilhões. A sul-africana Anglo American é a quarta maior mineradora em valor de mercado, com US$ 86 bilhões. Mais diversificada e maior que as outras duas, seu foco de expansão atual é o minério de ferro.

Com mais dinheiro em caixa - eram US$ 2,2 bilhões em março -, a Vale estará em posição confortável para colocar em prática sua estratégia de consolidação. A dívida líquida (dívida menos caixa) era equivalente a US$ 18,3 bilhões no fim de março e o dinheiro novo melhorará significativamente o balanço. "A dívida líquida ficaria próxima a zero", segundo o analista Jorge Beristain, do Deutsche Bank.

O anúncio de ontem foi recebido sem surpresa pelos analistas setoriais. Desde a semana passada, circulavam rumores de que a Vale poderia fazer uma grande emissão de ações. Ainda não há detalhes sobre a quantidade de papéis a ser emitida. A Vale divulgou comunicado no qual admite estudar aquisições, mas nega a existência de qualquer negociação no momento. (págs. 1, D1, D2 e D6)

- O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,8% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado e mostrou um menor descompasso entre oferta e demanda. No acumulado de quatro trimestres até março, a indústria de transformação cresceu 6% e acompanhou a alta de 6,7% no consumo das famílias. No início de 2007, esses indicadores andavam em dissintonia - a indústria cresceu apenas 2,1% no acumulado de quatro trimestres e a demanda das famílias, 4,9%.

O ritmo forte da indústria reflete a maturação dos investimentos, medida pela formação bruta de capital fixo, que cresce a 17 trimestres consecutivos e atingiu 18,3% do PIB no primeiro trimestre. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, mas com cautela. "Não podemos achar que está tudo resolvido. Manter o equilíbrio entre oferta e demanda é o desafio que temos agora". (págs. 1, A3 e A4)

- O governo paulista avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar prorrogar por mais 30 anos as concessões das usinas de Ilha Solteira e Jupiá, com o objetivo de viabilizar um novo leilão de privatização da Cesp - a primeira tentativa, em março, fracassou por falta de interessados. A concessão das duas hidrelétricas, responsáveis por 67% da geração da companhia, expira em 2015. Na segunda-feira, o governador José Serra reuniu-se com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e insistiu em uma solução para o problema, mas ouviu em resposta que nada poderá ser feito "fora da lei". A procuradora da Aneel entende que a resolução 425, que permitia a prorrogação, foi renovada em 2004 pelo novo marco regulatório do setor elétrico. (págs. 1 e A5)

- A partir de 15 de junho, grandes empresas que atuam na Amazônia terão 60 dias para apresentar ao Ministério do Meio Ambiente a lista de seus fornecedores. A intenção é co-responsabilizar as empresas por crimes ambientais cometidos por fornecedores. (págs. 1 e A2)

- Durante os últimos dois anos, todas as pesquisas mostravam a ascensão das classes C e D, que passaram a comprar produtos mais caros e de marca. O aumento da inflação, porém, começa a reverter essa tendência. Esse consumidor, que não quer abrir mão do celular, do carro usado e da reforma da casa, já busca marcas mais baratas de arroz, feijão, xampu e até genéricos do queijinho "petit suisse". Também compra menos leite e pão. Os produtos de marca própria, em geral mais baratos, ganham espaço nos gastos das famílias. As marcas de combate, agora, são as preferidas do Bahamas, terceira maior cadeia de supermercado de Minas Gerais. Com a troca de fornecedores, a rede aumentou as vendas em 34% no mês passado. (págs. 1 e B5)

- Os bancos querem que documentos eletrônicos substituam, dentro de um ano, pelo menos metade dos 2,36 bilhões de boletos de cobrança que circulam anualmente pela câmara de compensação. A Federação Brasileira dos Bancos, autora do projeto, calcula que com o corte de gastos com papel, impressão e remessa postal haja uma economia de 18.272 árvores, 590 milhões de litros de água e 29,5 milhões de KW/hora. Além disso, evitaria a emissão de 1,87 milhão de quilogramas de CO(. Poderão virar boletos eletrônicos mensalidades escolares, de plano de saúde, condomínios e qualquer tipo de pagamento, menos de serviços públicos. (págs. 1 e C1)

- Mercados se agitam com sinais de ação de bancos centrais contra inflação. (págs. 1 e C2)

- O varejo brasileiro deverá receber entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões em investimentos estrangeiros neste ano, segundo a consultoria A.T. Kearney. Num ranking de 30 países emergentes, O Brasil ficou na 9ª posição. (págs. 1 e B4)

- Até o fim do mês, o governo federal criará um contrato de trabalho específico para os trabalhadores da cana. O objetivo é frear denúncias internacionais de trabalho degradante na produção de etanol. (págs. 1 e B13)

- A exportação de carne, que já estava sendo afetada pelas restrições européias e pela escassez de oferta, agora também sofre com a alta dos preços internacionais. Em volumes, as vendas caíram 20,2% de janeiro a maio. (págs. 1 e B13)

- Após quase duas décadas, chegaram praticamente ao fim os estoques oficiais de café. Das 20 milhões de sacas estocadas em 1990, restam apenas 500 mil. Os estoques privados, de 10,3 milhões de sacas, também são os mais baixos da história recente do setor. (págs. 1 e B14)

- Edward Amadeo: riscos de recessão nos EUA e de aceleração da inflação mundial são significativos. (págs. 1 e A13)

- Martin Wolf: desafio do século é elevar padrão de vida da humanidade. (págs. 1 e A13)

- Rosângela Bittar: denúncia de irregularidade na venda da Varig chega mais perto do presidente que o mensalão. (págs. 1 e A6)

ESTADO DE MINAS

- Lá vai o Brasil subindo a ladeira

- Impulsionado principalmente pela fabricação de automóveis, a construção civil e o consumo, o PIB - total de riquezas produzidas no país - sobe 5,8% em 12 meses e registra o maior crescimento em 12 anos. Apesar do otimismo do governo, a valorização do real frente ao dólar, os gastos públicos e a inflação preocupam economistas e analistas de mercado.(págs. 1, 10, 13 e 14)

- O presidente Lula criticou publicamente, pela primeira vez, as acusações contra a ministra Dilma Rousseff no caso da venda da Varig. Sem falar nomes, Lula alfinetou a oposição e disse que os acusadores não têm autoridade moral e ética. (págs. 1 e 3)

- 72% dos brasileiros não confiam nos partidos. (págs. 1 e 5)

- A avaliação dos fiscais da BHTrans por número de autuações fez com que o total de multas subisse de 190,6 mil em 2005 para 288,3 mil ano passado. Mesmo sem a contratação de novos agentes, a arrecadação cresceu e chegou a R$ 42,6 milhões. (págs. 1, 21 e 22)

- Protestos tumultuam a cidade - caminhoneiros em campanha salarial fecharam por três horas a BR-381, em frente à fábrica da Fiat, formando engarrafamentos de 10 quilômetros em cada sentido da rodovia. Na Região Leste da capital, manifestantes pararam a Ferrovia Centro-Atlântica, cobrando a construção de uma trincheira. (págs. 1, 16 e 23)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

- Vandalismo em ações dos sem-terra. (pág. 1)

- Economia cresce no País e no Estado. (pág.1)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Resumo das Notícias dos Principais Jornais do País, de 10/06/2008 (Sinopse Radiobrás)

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Gazeta Mercantil
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Cabral: milícia e tráfico dominam parte do Rio

- O governador Sérgio Cabral admitiu a dificuldade em acabar com o poder paralelo que assusta comunidades no Rio. "A cidade não pode ter um metro quadrado sequer sob esse comando. Mas tem. Há áreas sob domínio de traficantes e milicianos que determinam regras e valores à população", atestou. Para Cabral, inteligência e parceria com a União são as armas para superar o desafio. (Págs. 1 e Cidade A10)

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que por vezes pensam a economia diferentemente, concordam: o aumento "preventivo" da taxa básica de juros é necessário para segurar a alta de preços de alimentos, uma tendência mundial. A taxa já subiu de 11,25% para 12,25% ao ano. O centro da meta inflacionária do país é de 4,5%, enquanto o índice oficial de preços já cresceu mais de 5% em 12 meses. (Págs. 1 e Economia A18)

- O Brasil admitiu, diante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a existência de trabalho escravo e degradante na produção de cana-de-açúcar no país. A confissão do ministro Carlos Lupi coincidiu com o anúncio do recorde de 1 milhão de empregos formais, gerados nos primeiros cinco meses do ano. (Págs. 1 e Economia A17)

- O Tribunal Regional Eleitoral do Rio cobrou moralidade: o desembargador Roberto Wider, explicaria aos presidentes dos partidos a campanha pela impugnação de candidatura de quem responde a processo criminal. Mas, dos 27, só um esteve presente. O Tribunal Superior Eleitoral deve liberar candidatos "sujos". (Págs. 1, País A7 e Cidade A12)

- Sócios da VarigLog, que vive crise ampliada com as denúncias da ex-diretora da Anac, Denise Abreu, querem afastar do caso o juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, por considerá-lo suspeito. (Págs. 1 e País A3)

- O PMDB do Rio decidiu que terá candidato próprio para a eleição municipal. O nome, porém, só sairá na convenção do partido, que ocorrerá no dia 22. Os peemedebistas estão divididos: Anthony Garotinho, por exemplo, diz que "não garante" candidatura de ninguém. (Págs. 1 e País A4)

- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusaram o presidente Álvaro Uribe de querer matar o venezuelano Hugo Chávez e o equatoriano Rafael Correa. Uribe não reagiu. Limitou-se a elogiar a declaração de Chávez contra a guerrilha. (Págs. 1 e Internacional A21)

- Adolescentes podem estar mais suscetíveis que adultos a certos tipos de câncer, como o cervical, o testicular e o de pele, avaliam pesquisadores britânicos. A causa pode ser genética, hormonal, mudanças no ambiente, no estilo de vida ou a soma de tudo. (Págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Gasto militar no mundo cresce 45% em dez anos

- Os gastos militares mundiais tiveram crescimento real de 45% nos últimos dez anos, indica estudo divulgado pelo Instituto Internacional de Pesquisas sobre a Paz, de Estocolmo, financiado pelo governo sueco. O aumento médio dos orçamentos militares dos países foi de 6% entre 2006 e 2007. Entre os principais fatores da alta estão as guerras americanas no Iraque e no Afeganistão e a maior disponibilidade de recursos nos países em expansão econômica, como a China, ou beneficiados pela elevação do preço do petróleo, como a Rússia.

Nos EUA, que respondem por 45% dos gastos militares mundiais, as despesas do setor são as mais altas em termos absolutos desde a Segunda Guerra. O Brasil aparece na lista com o 12o maior gasto militar do mundo, mas não está na relação dos principais compradores de armas. O valor destinado às Forças Armadas no mundo, US$1,339 trilhão, equivale a US$ 202 por habitante hoje. Relatório da ONU mostra que, em 2007, a doação de alimentos no planeta foi a menor em 47 anos. (págs. 1 e Mundo)

- O executivo Lap Chan sócio do fundo Matlin Patterson, afirmou em entrevista a Daniel Bergamasco que não foi favorecido pelo Planalto na compra da Varig pela VarigLog, da qual seu fundo é sócio, em 2006. "O governo só dificultou a compra da Varig", disse. Segundo ele, a ex-diretora da Anac Denise Abreu mentiu ao relatar pressões da Casa Civil sobre a agência. (págs. 1 e B4)

- Números entregues pela Polícia Federal à CPI do Grampo mostram que a interceptação telefônica com ordem judicial atinge hoje pelo menos 5.813 aparelhos fixos e celulares no país. A comissão estima que uma pessoa fale rotineiramente ao telefone com outras dez, o que permite calcular em 64 mil os aparelhos interceptados só pela PF. Para políticos, procuradores e advogados, há uma banalização dos grampos. (págs. 1 e A6)

- O vice-governador gaúcho, Paulo Feijó (DEM), disse que o empresário tucano Lair Ferst, um dos acusados de liderar desvio de R$ 44 milhões no Detran, arrecadou dinheiro para a campanha da governadora Yeda Crusius (PSDB) em 2006.

A informação sobre o papel de Ferst é negada por ele e pelo governo. Yeda adiou a formação do novo secretariado e anuncia hoje um "gabinete de transição". (págs. 1 e A8)

- O chefe do departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde, Kevin de Cock, afirmou que o risco de epidemia global de Aids entre heterossexuais não existe mais e que as estratégias de prevenção podem ter sido mal focadas. Para entidades de apoio a soropositivos, as declarações podem desestimular as ações de prevenção. (págs. 1 e C4)

- Editoriais - Leia "A Guinada de Cháves", que comenta críticas as Farc, e "A crise gaúcha", sobre gestão da tucana Yeda Crusius. (págs 1 e A2)

- Mônica Bergamo - Exame indica melhora, puxada pelo Nordeste, em escolas públicas. (págs. 1 e E2)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Reaberta investigação sobre compra da Varig

- A denúncia de que os sócios brasileiros da VarigLog seriam laranjas do fundo de investimento americano Martlin Patterson será investigada pelo Ministério Público Federal. O caso já foi objeto de apuração aberta em 2006, mas a Procuradoria informou que a entrevista da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu ao Estado trouxe fatos novos que justificam a retomada da investigação. Na entrevista, publicada na semana passada, Denise acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de pressionar a Anac para aprovar a composição acionária da VarigLog, abrindo caminho para a empresa comprar a Varig. Agora o governo está municiando seus aliados no Congresso com documentos contra Denise, que vai participar amanhã da audiência pública no Senado. (Págs. 1, B1 e B3)

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu ontem que a inflação se desacelerará somente a partir do último trimestre deste ano, por causa da retração na demanda por alimentos. Segundo ele, em 2008 a economia não crescerá tanto quanto os 5,4% de 2007. Medida pelo IGP-DI, a inflação de maio foi de 1,88%, a maior taxa em cinco anos. (Págs. 1, B4 e B5).

-Acuada pela denúncia de que estatais gaúchas eram usadas para financiar partidos políticos, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), anunciou que um gabinete de transição reformulará seu governo. A crise já derrubou dois secretários, o chefe do escritório do Estado em Brasília, o comandante da Brigada Militar e o diretor de obras do Departamento de Estradas e Rodagem. (Págs. 1 e A4)

- Notas e Informações - Há pouco mais de dez anos, a União substituiu os bancos como credora de Estados e municípios. Era a solução disponível naquele tempo. Agora seria possível percorrer caminho inverso. (Págs. 1 e A3)

- Rubens Barbosa: O país está dominado por um processo político que nada faz. (Págs. 1 e A2)

- AGU dá parecer a favor de união gay - Decisão enviada ao STF vale para caso de servidores do Rio. (Págs. 1 e A16)

- O Conselho Federal de Biologia decidiu não conceder registro profissional para quem se formar em cursos a distância, embora o MEC tenha credenciado 349 deles. O Conselho alega que esses cursos têm poucas aulas práticas e só podem formar professores. O MEC informou que está tomando "as providências legais cabíveis". (Págs. 1 e A14)

- A Vale venderá ações no mercado internacional para captar US$ 30 bilhões e tentar comprar uma nova mineradora. Três empresas já foram sondadas pela Vale: a Anglo American, quarta maior mineradora do mundo, a Alcoa, segunda maior fabricante de alumínio; e a Freeport-McMoRan, líder na produção de cobre. (Págs. 1 e B14)

- O deputado estadual Campos Machado (PTB) será candidato a vice-prefeito na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2000, o tucano já disputou a prefeitura com Machado como vice. Na quinta-feira, o chefe de gabinete do petebista deixou o cargo ao aparecer em escutas da investigação sobre quadrilha que agia no Detran. (Págs. 1 e A8)

O GLOBO

- Contrato de gaveta revela acordo para enganar Anac

- Um acordo secreto assinado em 2006, quase cinco meses antes da compra da VarigLog, obrigava os três sócios brasileiros - Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Paltel - a vender suas ações na Volo do Brasil à Volo LLC, que pertence ao fundo americano Martlin Patterson, controlado pelo chinês Lap Chan. O objetivo era retirar os brasileiros e deixar a VarigLog - que mais tarde compraria a Varig - em mãos de capital estrangeiro, o que a legislação proíbe. Pressionada, a Volo do Brasil declarou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que não havia contrato de gaveta entre os sócios. A confirmação do contrato, ao qual O GLOBO teve acesso, pode anular a operação por fraude. O escritório de Roberto Teixeira, amigo e compadre do presidente Lula, representava a Volo do Brasil. (págs. 1, 25 e 26)

- Leis sancionadas pelo presidente Lula acabam com direito automático dos réus a novo julgamento, quando condenados a 20 anos de prisão ou mais, e aceleram os processos ao reduzir e criar ritos sumários. (págs. 1 e 10)

- O PMDB desistiu da aliança com o DEM em favor de um candidato próprio, mas não decidiu quem será ele. A saída de Eduardo Paes do governo com data retroativa pode atrapalhar sua candidatura. Para aceitar a decisão, Garotinho arrancou do PMDB uma nota de desagravo. Lula disse que não fará campanha onde aliados disputam. (págs. 1, 3 a 5)

- Operador do mensalão, Marcos Valério foi condenado por falsidade ideológica. Pela emissão de notas fiscais frias por sua empresa, entre 2002 e 2003, terá de prestar serviços comunitários e pagar multa de dois salários mínimos. (págs. 1 e 9)

- Em meio à pior crise de seu governo, Yeda Crusius (PSDB-RS) montou um gabinete de transição para reestruturar o secretariado. Uma força-tarefa irá investigar as denúncias de corrupção nas estatais. (págs. 1 e 8)

- A inflação tem pesado mais no bolso dos trabalhadores com renda entre um e 2,5 salários mínimos. Em 12 meses, ela ficou em 8%, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião ministerial. Já o IPCA, Índice da meta do governo e que mede o custo de vida nas famílias que ganham até 40 salários mínimos, ficou em 5,04% no mesmo período. (págs. 1, 27, Merval Pereira e Panorama Econômico)

- Estudantes americanos pedem liberação de porte de arma nas universidades. (pág. 1 e Revista Megazine)

- O democrata Barack Obama afirmou que se chegar à Casa Branca criará um "imposto sobre lucros inesperados" de empresas petrolíferas e usará o dinheiro para ajudar americanos a pagar pelos custos de energia, que aumentaram com a alta do petróleo. (págs. 1 e 32)

GAZETA MERCANTIL

- Produção de adubo cai, apesar de taxa sobre os importados

- Apesar de estar há cinco anos sob a proteção de uma taxa antidumping, a indústria de nitrato de amônia, componente de adubo usado em especial na cultura da cana-de-açúcar, não investiu em aumento da produção local, que recuou 21% no período, mesmo com as vendas em expansão. Agora, as empresas querem a renovação dessa medida contra o nitrato da Rússia (13%) e o da Ucrânia (6,9%). O argumento é que o produto entra no País a preço inferior ao custo de produção, diz Silvia Pinheiro, advogada da maior empresa de adubos do País, a Fosfertil. "Se o Brasil quer estimular a produção de fertilizantes, precisa proteger a indústria da concorrência desleal."

A indústria aproveita esse momento em que o governo quer elevar a produção de adubo para pedir o antidumping, afirma o deputado Luiz Carlos Heinze (PP). O diretor da Associação dos Misturadores do Brasil, Carlos Florence, diz que devido à proteção o preço ficou quatro vezes maior. A Bunge Fertilizantes, controladora da Fosfertil, foi procurada, mas nenhum executivo estava disponível para entrevistas.

O aumento de 100% no preço dos fertilizantes no último ano pode frustrar o esperado recorde na produção do milho safrinha em 2009, que poderia ultrapassar, pela primeira vez, a colheita de soja.(Págs. 1 e C10)

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) deve chegar a US$ 300 bilhões nos próximos cinco anos. O resultado será alcançado a partir do momento em que as recém-descobertas reservas de petróleo e gás no Atlântico Sul começarem a deslanchar, o que será possível dentro desse período, afirmou. O FSB usará royalties pagos por empresas contratadas para explorar os novos campos. O objetivo do fundo é ajudar a controlar a inflação, uma vez que grande parte da pressão inflacionária é atribuída aos fortes gastos do governo.

O projeto de lei que cria o FSB deverá ser enviado ao Congresso somente após a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que substitui a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no fim do ano passado.

O Ministério da Fazenda informou ainda que o FSB poderá contar com cerca de US$ 13 bilhões já neste ano, decorrentes do excedente de 0,5% da meta do superávit primário, que atingiria 4,3% do PIB em 2008. A idéia é que os ativos do fundo cheguem a US$ 30 bilhões em 2010 e passem a crescer de forma significativa a partir de 2013, quando as reservas de petróleo e gás surtirem efeito nas contas públicas. (Págs. 1 e B1)

- A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), anunciou ontem a criação de um gabinete de transição para tentar debelar a crise instalada após o vice-governador, Paulo Feijó (DEM), divulgar a gravação de uma conversa com o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto (PPS), que admite que partidos aliados se beneficiam de estatais para financiamento de campanhas eleitorais. O episódio levou à queda de Busatto e do secretário-geral do governo, Délcio Martini (PSDB), citado em escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na investigação sobre fraudes no Detran.

O gabinete de transição será formado por um membro de cada partido da base aliada para realizar "ampla reestruturação da atual administração pública estadual", conforme nota divulgada pelo governo gaúcho. A composição do gabinete será conhecida hoje. Na prática, o grupo assumirá as funções vagas na Casa Civil, na Articulação Política e na Secretaria-Geral, criada para gerenciar os programas do governo.

A bancada do PT gaúcho desistiu de capitanear um pedido de impeachment da governadora tucana, iniciativa encampada agora pela bancada do PSol, partido disposto a enfrentar os governistas e tentar tirar Yeda Crusius do Palácio Piratini. O vice-governador se tornou alvo da direção nacional do Democratas. Ontem, o senador Hieráclito Fortes (DEM-PI) prometeu formalizar hoje um pedido para que Feijó seja expulso do partido. (Págs. 1 e A6)

- Costábile Nicoletta - O programa Parceiros da Escola, da Secretaria da Educação de São Paulo, já beneficiou 53 colégios, "adotados" por 32 empresas. Mas o estado tem 5,5 mil escolas. (Págs. 1 e A2)

- Juarez Rizzieri - Hoje, não faltam exemplos da dicotomia no pensamento de keynesianos e neoclássicos. Um exemplo é o Banco Central controlar os juros e tentar controlar a expectativa de inflação. (Págs. 1 e A3)

- As exportações da indústria têxtil brasileira somaram US$ 927 milhões entre janeiro e maio deste ano, um aumento de 8,8% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo números da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Mas as importações avançaram 30,4%, para US$ 1,5 bilhão.Com isso, o déficit do setor cresceu 81%, para US$ 634 milhões. Segundo o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, a previsão é de que o saldo feche 2008 em US$ 1,3 bilhão negativo.

Para expandir a participação do setor no mercado mundial, a Abit está investindo em parcerias com associações dos Estados Unidos, México e Europa. (Págs. 1 e C1)

- Os sócios brasileiros afastados da sociedade na VarigLog pediram ontem a suspeição e o afastamento do juiz José Paulo Magano, responsável pelo caso. Os advogados acreditam que declarações de Magano à imprensa indicaram um preconceito sobre a briga societária do trio de brasileiros com o sócio estrangeiro, o fundo de investimentos norte-americano Matlin Patterson, sobre a VarigLog.

Para esquentar a disputa, senadores da oposição tentam amanhã fechar o cerco contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acusada de interferir na venda da VarigLog. (Págs. 1 eA7)

- Analistas acreditam que a economia cresceu mais no primeiro trimestre, mas o aumento de juros para controlar a demanda interna pode proporcionar um PIB menor no final do ano. (Págs. 1 e Investnews.com.br)

- O Senado começa a discutir a proposta de emenda constitucional que muda as regras para pagamento de precatórios, que totalizam R$ 100 bilhões vencidos e não pagos pela União, estados e municípios. (Págs. 1 e A6)

- A alta do preço do petróleo pode viabilizar a extração, no Brasil e no mundo, do produto em reservas de xisto betuminoso (tipo de rocha), tecnologia já dominada pela Petrobras, mas que exige altos investimentos. (Págs. 1 e C8)

- A Universidade de Campinas (Unicamp) abre um campus em 2009 na cidade de Limeira, interior de São Paulo. Na primeira fase serão oferecidos oito cursos, alguns inéditos, acrescentando 480 vagas. (Págs. 1 e C2)

- IGP-DI tem maior alta desde janeiro de 2003. (Págs. 1 e A5)

- A Gazeta Mercantil premiou ontem os 27 municípios mais dinâmicos do País. (Págs. 1 e A4)

- O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, se recusou ontem a descartar uma intervenção nos mercados para estabilizar o dólar, mas disse que os fortes fundamentos de longo prazo da economia dos EUA vão se "refletir" no câmbio."Eu jamais descartaria uma intervenção ou qualquer outra ferramenta", disse em entrevista à CNBC. "Eu simplesmente não posso especular sobre o que iremos ou não fazer em relação ao dólar."

Paulson afirmou também que os preços recordes do petróleo, acima de US$ 130 o barril, são um problema para a economia norte-americana. "Não há nada de bom nisso e é realmente um problema." Ele repetiu sua visão de que o aumento no preço do petróleo se deve ao crescimento da demanda global, à oferta que não se expande e também à recente volatilidade da oferta mundial do produto.

Paulson afirmou, ainda, que as restituições de imposto de renda de até US$ 600 por adulto e US$ 300 por criança ajudarão a economia, mesmo se uma boa parcela for gasta com os combustíveis mais caros. "Se nós não tivéssemos esse cheque de estímulo chegando, seria muito mais difícil para os consumidores." (Págs. 1 eB1)

CORREIO BRAZILIENSE

- O país da mesa farta e cara

- Nunca em toda a história do Brasil se produziu tanto na agroindústria como em 2007 e 2008. Mas a fartura de alimentos não impedirá que a comida fique cada vez mais cara na mesa do brasileiro. Levantamentos divulgados ontem pela CONAB e pelo IBGE indicam a melhor safra de todos os tempos - entre 143 e 144 milhões de toneladas de grãos, a depender da metodologia utilizada no cálculo. O aumento da produção não resultará, entretanto, em preço baixo para o consumidor. Como a alta dos alimentos é uma tendência mundial, os preços dos produtos serão puxados pela cotação internacional. Além disso, os agricultores prevêem aumento de insumos com a valorização do petróleo. (Págs. 1, 16 e 17)

- A ex-diretora da Anac Denise Abreu promete apresentar amanhã, no Senado, provas de que a chefe da Casa Civil a pressionou na venda da Varig. Planalto manda aliados ignorarem denúncia de tráfico de influência. (Tema do Dia, Págs. 1, 2 a 4)

- Mudanças na lei penal para agilizar o julgamento de crimes foram sancionadas ontem por Lula, mas o Judiciário continua refém da falta de infra-estrutura, de juízes, policiais e peritos. (Págs. 1 e 12)

- Em documento entregue ontem ao Supremo, a Advocacia-Geral da União reconhece o direito de casal homossexual receber os benefícios previdenciários garantidos na união estável. (Págs. 1 e 13)

- Petróleo - Preço alto causa onda de protesto pelo mundo. Sauditas querem reunião de emergência (Págs. 1, 18 e 19)

- A seleção para técnico bancário da Caixa Econômica Federal atraiu um número de candidatos equivalente à população de muitas cidades. São nada menos que 767 mil inscritos. O concurso da CEF lidera o ranking dos 10 exames mais concorridos do país. Fernando Eufrásio está confiante em encarar essa multidão: "Não ligo para concorrência, estudei muito". (Págs. 1, 22 e 23)

- Corregedoria-geral do DF inicia hoje uma "ampla investigação" sobre a Secretaria de Desenvolvimento Social para apurar as denúncias de pagamento de propina por parte de empresários do ramo funerário. Ruither Sanfilipo, assessor da secretária Eliana Pedrosa, será peça-chave da averiguação. (Págs. 1 e 10)

VALOR ECONÔMICO

- Nova barreira comercial da UE vai atingir o etanol

- As exportações para a União Européia (UE) estão sujeitas a mais um obstáculo desde o começo do mês, com a entrada em vigor da exigência de pré-registro de 30 mil substâncias químicas usadas nos produtos comercializados no mercado comunitário. Produtos brasileiros, de etanol a minério de ferro e artigos de consumo, serão diretamente atingidos pela nova barreira não tarifária.

O Registro, Avaliação e Autorização de Substancias Químicas (Reach, na sigla em inglês) é um monstro burocrático de mil páginas, sem equivalente no mundo, resultado de batalha de vários anos entre consumidores, ecologistas e industriais na Europa. O Reach impõe aos industriais, e não mais às autoridades públicas, avaliar os riscos toxicológicos decorrentes do uso de seus produtos. Cada substância fabricada ou importada em quantidade superior a uma tonelada deverá ser pré-registrada na Agência Européia de Produtos Químicos, em Helsinque (Finlândia).

A regulamentação alcança ácidos, metais, solventes e uma grande quantidade de bens de consumo como perfumes, xampus, têxteis, cosméticos, detergentes, pinturas, vernizes, adesivos, etc. O etanol, já alvo de barreiras, terá de provar que não causa prejuízos à saúde. Se um fabricante brasileiro de calçados exportar produtos usando no conjunto mais de uma tonelada de cola, por exemplo, terá de pré-registrar o adesivo na agência.

Até agora, os governos deveriam provar a existência de risco para proibir a importação de uma substância. Com a inversão do ônus, a UE espera frear o desenvolvimento galopante de patologias, em particular cânceres, provavelmente ligados ao contato com produtos químicos.

A Vale será atingida em cheio com a classificação de seis compostos de níquel como substâncias perigosas para a saúde humana, numa decisão que a UE deve adotar nos próximos dias. A medida implica que a importação e a comercialização vão depender de autorização no sistema Reach. (Págs. 1 e A4)

- A inflação dos alimentos levou o governo a preparar um plano de forte investimento para mecanizar a agricultura familiar - que produz quase um terço dos alimentos básicos no país -, disseminar a adoção de tecnologias no campo e elevar a oferta interna de produtos. Batizado "Mais Alimentos", ele foi apresentado ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião ministerial.

De acordo com o plano, haverá uma linha de crédito de R$ 6 bilhões para investimentos de longo prazo a 300 mil produtores familiares. O Programa Nacional da Agricultura Familiar, que terá R$ 13 bilhões no ano-safra 2008/09, é considerado ainda "muito tímido" na indução ao uso da tecnologia agrícola. (Págs. 1 e B12)

- Delfim Netto: nenhum país fez esforço tão grande para suprir necessidades de alimentos do mundo quanto o Brasil. (Págs. 1 e A2)

- Brasil poderá se tornar o segundo maior mercado para a Unilever em 2012, diz Kees Kruythoff. (Págs. 1 e B5)

- Produtividade das indústrias aumentou no primeiro quadrimestre. (Págs. 1 e A5)

- A promoção do Brasil à categoria de grau de investimento aumentou o interesse dos fundos de private equity, especializados na compra de participações em empresas. Até setores inusitados, como os cemitérios, despertam a atenção. O Cerberus Capital, sexto maior dos EUA, e o Coller Capital, com US$ 8 bilhões, estão entre os que planejam iniciar operações no país. Outros fundos, que conhecem pouco o Brasil, têm vindo a São Paulo para conversar com gestoras estabelecidas há mais tempo, como a Advent, para fazer investimentos em conjunto, diz Luis de Lucio, sócio da Alvarez & Marsal, empresa americana especializada na reestruturação de empresas. A A&M tem como clientes os maiores fundos do mundo, incluindo Blackstone, Darby, Advent e Marathon. Segundo Lucio, o "movimento é intenso" e vários fundos já procuraram a Alvarez para consultas sobre oportunidades no país. (Págs. 1 e C8)

- As reservas internacionais já beiram os US$ 200 bilhões, mas o Banco Central (BC) não considera essa marca um teto para a compra de dólares no mercado. A avaliação é que os benefícios da política de acúmulo de reservas - basicamente a queda dos juros pagos pelo Tesouro e pelas empresas nas captações internacionais - ainda superam os custos fiscais.

Economistas do governo afirmam que o fundo soberano poderá, a médio e longo prazos, comprar dólares no mercado, assumindo o papel hoje desempenhado pelo BC.

As reservas foram multiplicadas por dez em pouco mais de quatro anos. Chegaram a US$ 199,649 bilhões na sexta-feira da semana passada, ante US$ 20,525 bilhões em dezembro de 2003, pelo conceito que exclui os empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI). (Págs. 1 e C1)

- As operadoras de celular temem um colapso de sua infra-estrutura em razão do forte aumento da demanda dos internautas por vídeos, fotos e músicas nas redes móveis. "Em dois anos, poderá faltar capacidade para fazer fluir o tráfego de dados", alerta o presidente da Vivo, Roberto Lima. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já faz estudos para definir novas faixas de freqüência para a transmissão de dados. "Em cinco anos, as freqüências atuais serão insuficientes", diz o superintendente da agência, Jarbas Valente. De acordo com ele, será preciso dobrar a oferta de espectro no país - hoje de 400 megahertz - para atender ao aumento do tráfego previsto para os próximos 20 anos. O tráfego mundial de internet - por meio de canais fixos ou móveis - deverá crescer nada menos que cem vezes até 2015. (Págs. 1 e B3)

- Incertezas sobre o futuro dos preços e dificuldades para obter financiamento levam as tradings a reduzir a compra antecipada de soja da safra 2007/08, importante instrumento de custeio no Centro-Oeste. (Págs. 1 e B12)

- Em meio à negociação para possível incorporação pelo Banco do Brasil, a Nossa Caixa fechou acordos de parcerias para a concessão de crédito consignado em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de São Paulo. (Págs. 1 e C3)

- Economistas e analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central revisaram novamente para cima as previsões de juros e inflação em 2008. A estimativa para o IPCA no fim do ano subiu de 5,48% para 5,55%. A Selic deve encerrar 2008 em 14%. (Págs. 1 e A3)

- Operadoras de planos de saúde aumentam investimentos na compra de hospitais próprios e acirram a concorrência com hospitais independentes, voltados principalmente ao atendimento da classe média. (Págs. 1 e B1)

ESTADO DE MINAS

- Padres fora da eleição

- Regional leste II (Minas e Espírito Santo) Da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) proíbe padres de disputarem o pleito de outubro. Documento adverte que quem desobedecer deverá deixar o ofício eclesiástico durante a campanha eleitoral e o exercício de eventual mandato, podendo até ser suspenso do uso de ordem. (págs. 1 e 9)

- Lula sanciona leis que agilizam ações penais. (págs. 1, 10 e 12)

- Senado vota hoje projeto de lei que aumenta de 75% para 85% a exigência de freqüência mínima para universitários. (págs. 1 e 30)

- Já passam de 1 mil este ano as ocorrências de violência, como roubo e vandalismo, contra escolas públicas de Minas. (págs. 1 e 25)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

- Muda o Código Penal. (pág. 1)

- Presidente da Câmara de Floresta é acusado de fraude na Paraíba. (pág. 1)

- Usuários sofrem no primeiro dia de greve no Detran. (pág. 1)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Resumo das Notícias de 09/06/2008, dos Principais Jornais do País (Sinopse Radiobrás)

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Projeto endurece punição no trânsito

- O Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito, criado pelo Ministério das Cidades, já tem prontas para enviar ao Congresso propostas destinadas a diminuir o número de acidentes no trânsito e frear a impunidade. Ontem o JB mostrou que, para cada 687 vítimas, apenas um processo é instaurado. O projeto de revisão do Código de Trânsito prevê penas severas para motoristas que ultrapassem em 50km/h o limite permitido, exige aulas de auto-escola também à noite e nas estradas e corrige valores de multas. Além disso, aumenta a punição para motoristas que forem pegos alcoolizados. (pág. 1 e Cidade, pág. A11)

- Empresários querem que o Congresso aprove regulamentação das atividades das agências reguladoras diante da denúncia de que o governo atropelou a Agência Nacional de Aviação Civil para acelerar a venda da Varig. Na quarta, a ex-diretora da autarquia depõe no Senado. (pág.1 e País, págs. A3 e A4)

- O presidente Lula sanciona hoje modificação do Código Penal que apressa o rito do tribunal do júri. Entre as mudanças, aprovadas na esteira do caso Isabella, está a determinação para que a instrução e o julgamento dos processo sejam feitos em uma só audiência. (págs. 1 e A5)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Governo federal repassa mais verba a prefeitos aliados

- Prefeituras aliadas ao governo Lula receberam mais verbas para obras. A análise de convênios feitos desde 2005 com os 100 municípios mais populosos, informam Silvio Navarro e Ranier Bragon, mostra que a média de repasses por habitante foi de R$ 80 para prefeituras governistas. As da oposição obtiveram R$ 42. Das 30 cidades que mais ganharam recursos per capita, 28 são governadas por siglas da base de Lula. Destas, 13 têm prefeito petista. "Se você é do PT, tem recurso, se não é, um abraço", diz o peemedebista Rubens Furlan, prefeito de Barueri, município paulista que não registra nenhum centavo em convênio federal. A líder no repasse de verbas, com R$ 626,90 per capita, é Boa Vista (RR), governada pelo PSB. Dos 30 prefeitos mais contemplados, 21 buscam a reeleição. Governo federal e prefeitos ouvidos negam critério partidário. Bons projetos e especificidades de cada ministério, afirmam, levaram ao resultado. (págs. 1, A4 e A5)

- O Estado não pode se encolher diante do ponto a que chegou na proteção ambiental. Movimentos retrógrados recebem acenos de flexibilizações, mas a sociedade restringe esses acordos. O poder público não consegue usar seu capital político para seguir o pique da sociedade. O Estado cresceu, mas não amadureceu. O país tem de buscar um crescimento econômico cuja concepção já contenha a conservação ambiental. (pág. 1 e Marina Silva, pág. A2)

- Governistas vão estender ao máximo as audiências com 11 depoentes na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para evitar que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) tenha de depor sobre a Varig. Ela é acusada de fazer pressão para que o comprador da Varig não herdasse as suas dívidas. O ex-procurador da Fazenda Manoel Felipe Brandão, contrário à venda, diz que sofreu forte resistência contra a sua posição. (págs. 1 e B8)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Petróleo vai render R$ 30 bi por ano ao País

- Com os novos campos ainda em produção inicial, o setor petrolífero vai render no curto prazo no mínimo R$ 30 bilhões anuais para União, Estados e municípios. Essas receitas com royalties e participações especiais (taxa cobrada nas áreas mais produtivas) não levam em conta todo o potencial do megacampo de Tupi. Em 2007, a Petrobrás pagou R$ 14 bilhões em royalties e participações especiais - só uma parte do total de R$ 80,1 bilhões em tributos recolhidos pela estatal, o que equivale a 10% de toda a carga tributária nacional. O aumento com as receita deve ser ainda mais expressivo nos próximos anos, pois as reservas estimadas nas áreas descobertas na Bacia de Santos são três vezes maiores que o volume atual do País. De olho nessa mina de ouro, o governo já estuda mudanças nos critérios de cobrança e divisão dos royalties. O alvo é ampliar o número de campos de petróleo que pagam as chamadas participações especiais - hoje apenas 14 de um total de 74 áreas. A Agência Nacional de Petróleo pretende ainda criar uma faixa de alíquota mais alta e elevar a parcela que fica com a União, em detrimento de Estados e municípios. (págs. 1 e B5)

- Partidos da oposição querem aumentar a pressão para que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, preste esclarecimentos no caso da Varig. Os oposicionistas se reúnem com senadores independentes da base aliada amanhã, véspera da reunião da Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Na sessão, serão ouvidos ex-diretores da Agência Nacional de Aviação Civil, inclusive Denise Abreu, que denunciou ao Estado a interferência da ministra Dilma na venda da VarigLog. (págs. 1 e B3)

- O Brasil protestará contra qualquer proposta que discrimine brasileiros viajando na Europa e já deixou clara essa posição à União Européia (UE). O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que no mês que vem assume a presidência da UE, propôs o endurecimento das leis de imigração. (págs. 1 e A12)

O GLOBO

- Bicho pagava propina até a delegacias, diz relatório

- Informações do pen drive apreendido com o bicheiro Rogério Andrade, preso em 2006, revelam que a cúpula da contravenção pagou propinas até para policiais da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco), encarregada de investigar as máfias de caça-níqueis, jogo do bicho e bingos. De acordo com planilhas que constavam no pen drive, em poder da Polícia Federal, a previsão dos gastos da quadrilha com o mensalão pago a delegacias distritais e especializadas, além de batalhões da Polícia Militar, chegava a R$ 216 mil. (págs. 1 e 8)

- Cerca de 17 mil pessoas têm os telefones grampeados no Rio, embora haja autorização do Tribunal de Justiça para a interceptação de diálogos de menos de quatro mil aparelhos. Em geral, os grampos ilegais são feitos contra firmas, escritórios de advocacia e políticos, além de suspeitos de infidelidade conjugal e empresarial. O corregedor-geral do TJ, Luiz Zveiter, determinou a criação de um banco de dados para tentar organizar o monitoramento de telefones feito com autorização judicial. (págs. 1 e 9)

- Depois de perder o apoio do governador Sérgio Cabral (PMDB), o deputado Alessandro Molon corre o risco de ficar também sem a candidatura a prefeito do Rio pelo PT. A direção do partido negocia a retirada da candidatura do petista, num acordo com o PCdoB. Com aval do Planalto, a cúpula petista planeja apoiar no Rio a comunista Jandira Feghali. Em troca, o PCdoB retiraria a candidatura de Aldo Rebelo em São Paulo e apoiaria a petista Marta Suplicy. O presidente do PT, Ricardo Berzoini, admite que vai conversar com os aliados. Molon reagiu: "O Rio não pode ser moeda de troca". (págs. 1 e 3)

GAZETA MERCANTIL

- Saúde gera venda e atrai produção de máquina

- A entrada de 3 milhões de vidas seguradas no sistema de saúde suplementar, após quase uma década de estagnação, somada à queda de 49% do dólar em relação ao real nos últimos quatro anos, foi suficiente para atrair a atenção dos maiores fabricantes mundiais de equipamentos médicos. A alemã Siemens, a norte-americana General Electric (GE), a holandesa Philips e a japonesa Toshiba viram suas vendas cresceram 35%, em média, no último ano, e a expectativa para 2008 é chegar a um crescimento de 20%. Só em diagnósticos por imagem o setor movimenta cerca de US$ 200 milhões por ano. Diante deste cenário, as gigantes mundiais se movimentam. A Siemens foi a primeira a instalar uma fábrica de raios X no Brasil. A GE acaba de anunciar a implantação da sua em Minas Gerais e a Philips optou pela aquisição de duas empresas locais, a VMI e a Dixtal. A Toshiba ainda avalia o mercado. "O potencial deste mercado é muito grande porque a maioria dos brasileiros ainda não tem acesso a sistemas de saúde", diz o diretor-geral da divisão de diagnósticos por imagem da GE Healthcate, Marcos Del Corona. (págs. 1 e C10)

- Atiçada pelos altos preços da energia e das commodities, a inflação volta a ameaçar a economia global. Para Mariam Dayoub, estrategista-chefe da Arsenal Investimentos, "um choque de realidade", na forma de taxas de juros mais elevadas, aumento da produção de alimentos e elevação nos depósitos compulsórios dos bancos deverá ajudar a controlar a inflação só em meados de 2009. Na economia brasileira, a pressão inflacionária está disseminada e os alimentos não estão mais sozinhos na trajetória de alta. Segundo analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, que será divulgado quarta-feira, apresentará variação de 0,50% a 0,67%. (págs. 1, A5 e A12)

CORREIO BRAZILIENSE

- Senado enfrenta epidemia de licenças médicas. (pág.1 e Tema do Dia, pág. 2)

- MP vai apurar denúncia sobre propinas - Procurador avisa que vai investigar esquema de extorsão denunciado por donos de funerárias. Secretaria de Assistência Social promete sindicância. (págs.1 e 6)

VALOR ECONÔMICO

- Gastos disparam nos Estados e municípios

- Governadores e prefeitos abriram os cofres nos primeiros quatro meses do ano e ampliaram os gastos muito acima da inflação. De janeiro a abril, as despesas não financeiras de Estados e municípios cresceram 14,5% em termos reais, em relação ao mesmo período de 2007, segundo cálculos de Fernando Montero, economista-chefe da corretora Convenção. A União foi mais comedida e suas despesas avançaram 4,5% reais. Se os governadores estão gastando à vontade após um primeiro ano de mandato austero, os prefeitos ampliaram muito as despesas em um ano eleitoral. Minas Gerais despendeu 22% mais - sem descontar a inflação - e a Bahia, 19,1%, mas estes índices elevados ficaram muito abaixo dos da prefeitura de São Paulo, que aumentou suas despesas primárias em 32,78% nominais. As despesas não financeiras da União evoluíram 9,4%. (págs. 1, A3 e A4)

- A concorrência entre os bancos derrubou os juros do crédito imobiliário. Mesmo com uma margem apertada, os bancos estão agressivos. Nos últimos três anos, o custo efetivo do financiamento teve queda de quase três pontos percentuais. Algumas instituições chegam a cobrir propostas dos concorrentes para conseguir contratos. Na faixa de imóveis acima de R$ 350 mil já foram registradas operações com taxas de 10% ao ano mais a variação da taxa referencial (TR), quando a média do mercado é de 12% mais TR. No segmento popular, abaixo dos R$ 130 mil, os juros caíram mais de um ponto percentual desde 2006, para 9% mais TR. A disputa acontece porque os bancos viram na habitação um grande filão de lucros e fidelização de clientes. (págs. 1 e C1)

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